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Minas Gerais

Mesmo sem áudio, vídeo de Nikolas chega a 146 milhões de visualizações

Publicação reúne depoimentos de nordestinos com críticas a Lula; Nikolas acusa cantor Rubel de ter solicitado o bloqueio do áudio

21/10/2026 11:37
Reprodução
Mesmo sem áudio, vídeo de Nikolas chega a 146 milhões de visualizações

Belo Horizonte — Mesmo após ter o áudio bloqueado no Instagram, o vídeo divulgado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chegou a marca de 146 milhões de visualizações nesta quarta-feira (21/10).

A publicação, intitulada “O Nordeste que foi esquecido”, foi divulgada nessa terça-feira (20/10) e reúne depoimentos de moradores da região que criticam o governo federal. O material faz parte da estratégia de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.

O vídeo havia sido anunciado por Nikolas como o “mais importante” de sua campanha e de sua vida. Na gravação, moradores do Nordeste relatam dificuldades financeiras, problemas relacionados à segurança pública e promessas que, segundo eles, não foram cumpridas pelo governo Lula. Ao final, os participantes dizem “chega”.

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Problemas de compartilhamento e áudio

Poucas horas após a publicação, o parlamentar relatou problemas com o compartilhamento do conteúdo nos stories do Instagram. Segundo ele, apoiadores afirmaram que a tela ficava preta ao tentar republicar o vídeo.

Posteriormente, o deputado informou que o áudio da publicação havia sido bloqueado. O vídeo utiliza, na abertura, um trecho da música “Grão de Areia”, de Rubel com Xande de Pilares e participação do sanfoneiro Mestrinho.

Nikolas acusou Rubel de ter acionado a gravadora Sony para impedir o uso da canção no material de campanha. A alegação foi feita pelo parlamentar nas redes sociais.

“A Sony foi acionada pelo Rubel pra derrubar o som. Ninguém mais pediu, só ele. Nem produtora, nem ninguém mais. O covarde achou que ninguém ia descobrir que foi ele que pediu na calada. No fim, um petista calou a voz dos nordestinos. Nada mais simbólico”, escreveu.

O parlamentar também cobrou que o cantor solicitasse a liberação do áudio. Até a publicação da reportagem, Rubel não havia se manifestado sobre as acusações.