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Minas Gerais

"Me senti invadida": bancária relata aflição em 2º assalto na Savassi em BH.

Bancária teve iPhone levado por homem que estava na garupa de uma moto; bairro só fica atrás do Centro no levantamento

27/09/2026 15:09

Belo Horizonte — Um homem na garupa de uma moto desce, pega a vítima de surpresa e foge com o celular. Foi assim que a bancária Luana Araújo de Souza Costa, de 30 anos, teve o aparelho roubado na Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O bairro ocupa a segunda posição no ranking de regiões da capital com mais roubos e furtos de celulares. Ela relatou aflição em seu segundo assalto na região da Savassi em BH.

Luana ainda se recupera do episódio, ocorrido na Avenida do Contorno, esquina com a Rua Rio Grande do Norte, por volta das 7h30. Apenas três meses antes, ela teve o vidro do carro quebrado na Rua Rio Grande do Norte. A bancária publicou as imagens do assalto nas redes sociais para alertar amigos e familiares.

“Levou meu celular – iPhone 17 pro. Me machuquei porque eu corri atrás dele e caí. Eu estou com o emocional muito abalado porque me senti invadida e o pior é a sensação de impunidade porque o próprio policial que fez o B.O falou que a mesma moto estava realizando vários assaltos na região”, relatou neste domingo (27/9).

Savassi lidera em ocorrências

Conforme o Metrópoles mostrou no mês passado, em reportagem, o Centro, Savassi (Centro-Sul), São José (Pampulha) e Floresta (Leste) são os bairros de BH que mais concentram furtos e roubos de celulares em 2026 (veja ranking completo abaixo). Somente no ano passado, a capital registrou 55 furtos ou roubos por dia.

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Apesar do volume expressivo, os registros apresentam queda nos últimos anos. Em 2023, foram contabilizadas 25.232 ocorrências na capital. O número caiu para 22.821 em 2024 e para 20.096 em 2025. Em números absolutos, foram 5.136 casos a menos no intervalo de dois anos.

Em 2026, até junho, foram contabilizados 8.457 casos. No mesmo período do ano passado, foram 11.373 ocorrências, o que representa uma queda ainda maior, de 25,6%.

Os dados foram obtidos pelo Metrópoles por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) junto à Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG)  e à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp). A base tem como fonte o Registro de Eventos de Defesa Social (Reds) e contabiliza os celulares furtados ou roubados em Belo Horizonte entre janeiro de 2023 e junho de 2026.

Até junho de 2026, a Savassi registrou 527 casos de roubos e furtos de celulares. Contudo, conforme o Metrópoles mostrou, os números podem ser subnotificados, já que muitas vítimas deixam de registrar ocorrência por acreditarem que os casos não serão investigados ou solucionados.

Ainda que os registros venham diminuindo, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado no fim do mês passado, com dados referentes a 2025, a capital mineira está entre as 20 cidades brasileiras com as maiores taxas de roubos e furtos de celulares.

De acordo com o relatório, BH ocupa a 16ª posição no ranking nacional entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, com uma taxa de 831,3 aparelhos subtraídos a cada 100 mil moradores.

A reportagem entrou em contato com Polícia Militar (PMMG) e com a Polícia Civil (PCMG) de aguarda um posicionamento.