Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Minas Gerais

BH está entre as cidades campeãs em roubos e furtos de celular no país

Capital mineira aparece em 16º lugar no ranking nacional do Anuário de Segurança Pública; MG registrou alta de receptação de celulares

23/07/2026 09:55
Getty Images
pessoa furtando um celular de uma bolsa

Belo Horizonte — A capital mineira está entre as 20 cidades brasileiras com as maiores taxas de roubos e furtos de celulares. É o que mostra o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23/7), com dados referentes a 2025.

De acordo com o relatório, BH ocupa a 16ª posição no ranking nacional entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, com taxa de 831,3 aparelhos subtraídos a cada 100 mil moradores.

O levantamento aponta que as maiores taxas estão concentradas em grandes centros urbanos. Das 20 cidades do ranking, 14 são capitais estaduais e as demais fazem parte de regiões metropolitanas.


Veja o ranking:

  • São Luís (MA) – 1.517,0 ocorrências por 100 mil habitantes
  • Belém (PA) – 1.487,0
  • São Paulo (SP) – 1.390,5
  • Salvador (BA) – 1.195,0
  • Lauro de Freitas (BA) – 1.144,5
  • Porto Velho (RO) – 1.123,2
  • Manaus (AM) – 1.107,1
  • Olinda (PE) – 1.060,3
  • Ananindeua (PA) – 979,5
  • Teresina (PI) – 975,3
  • Recife (PE) – 965,3
  • Cariacica (ES) – 932,2
  • Vitória (ES) – 930,8
  • Marituba (PA) – 863,2
  • Macapá (AP) – 831,6
  • Belo Horizonte (MG) – 831,3
  • Natal (RN) – 806,8
  • Itapecerica da Serra (SP) – 801,2
  • Fortaleza (CE) – 796,0
  • Rio de Janeiro (RJ) – 793,7

São Luís (MA) lidera a lista, com taxa de 1.517 ocorrências por 100 mil habitantes, seguida por Belém (PA), com 1.487, e São Paulo (SP), com 1.390,5.

Além de Belo Horizonte, apenas outras cinco cidades do Sudeste aparecem entre as 20 primeiras: São Paulo (SP), Cariacica (ES), Vitória (ES), Itapecerica da Serra (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Especialistas do fórum que, atualmente, em todo o Brasil, seis em cada 10 celulares são subtraídos por meio de furto (sem violência direta), enquanto quatro em cada 10 derivam de roubos. Essa migração para o furto reflete uma estratégia dos criminosos para reduzir o risco de prisão em flagrante e identificação por câmeras, aproveitando-se de aglomerações e momentos de distração.

Queda no Brasil

Em todo o Brasil, os roubos de celulares caíram 18,6% em 2025. A redução foi registrada em 26 das 27 unidades da federação. A única exceção foi o Rio de Janeiro, onde houve aumento de 19,4%.

O estudo também chama atenção para a cidade de São Paulo, que, embora ocupe a terceira posição em taxa, concentra sozinha 20% de todos os roubos e furtos de celulares registrados no país, mesmo reunindo apenas 5,6% da população brasileira.

Receptação cresce em Minas

O Anuário também destaca Minas Gerais entre os estados que registraram maior aumento nos casos de receptação — crime caracterizado por adquirir, transportar, ocultar ou vender produtos de origem criminosa, como celulares roubados.

Segundo o levantamento, os registros de receptação cresceram 29,9% em Minas entre 2024 e 2025, uma das maiores altas do país. Apenas Amazonas (+140,2%), Paraná (+48,3%) e Alagoas (+43,5%) tiveram crescimento superior. O Rio de Janeiro aparece logo atrás, com alta de 25,8%.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o aumento dos registros de receptação pode indicar uma intensificação das ações policiais para combater o mercado ilegal de revenda de celulares. A entidade afirma que enfraquecer esse mercado reduz o incentivo econômico para os furtos e roubos, hipótese que ajuda a explicar a queda desse tipo de crime em grande parte do país.