Marido de delegada, advogado é preso usando viatura em Minas
Advogado que é marido de uma delegada em Minas tem cerca de 18 processos na área cível
atualizado
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Belo Horizonte – Foram presos nesta terça-feira (10/3) em Minas Gerais um advogado suspeito de se passar por policial e sua esposa, que é delegada.
O advogado Renan Rachid Silva Vieira foi flagrado dirigindo uma viatura descaracterizada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) enquanto transitava em um dos corredores do Move (pista exclusiva para ônibus e carros oficiais), na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Ele passará por audiência de custódia na tarde desta quarta-feira (11/3).
O advogado, de 38 anos, é marido da delegada da PCMG Wanessa Santana Martins Vieira, que atuava na região metropolitana de Belo Horizonte.
Ambos foram detidos logo após o flagrante, suspeitos do crime de peculato. A prisão ocorreu em uma blitz realizada pela Casa Corregedora da Polícia Cível, na manhã de terça-feira (10/3). Após investigações, os policiais realizaram a abordagem do carro na via. No momento, Vieira estava sozinho no veículo.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Renan possui 18 processos, a maioria de natureza cível, e agora uma passagem pelo sistema prisional.
A delegada encontra-se na Casa de Custódia da Polícia Civil e o marido dela no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), no bairro Gameleira.
A PCMG enviou nota afirmando que a Corregedoria realizou diligências que resultaram na prisão em flagrante pelo crime de peculato. Informou ainda que a delegada foi ouvida pela unidade correcional e também teve a prisão em flagrante ratificada. As investigações prosseguem. Na nota a PCMG ressalta que “não coaduna com desvios de conduta de seus servidores”.
O peculato é um crime funcional contra a administração pública. O crime ocorre quando funcionário público se apropria, desvia ou subtrai bens/valores (públicos ou particulares) de que tem posse em razão do cargo, em proveito próprio ou alheio. A pena é de reclusão de 2 a 12 anos, de acordo com os artigos 312 e 313 do Código Penal Brasileiro.
