Juiz libera com tornozeleira argentino acusado de racismo no Mineirão. Vídeo
Argentino torcedor do Boca Juniors terá que se apresentar à Justiça periodicamente em Belo Horizonte enquanto responde por racismo
atualizado
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Belo Horizonte – O torcedor argentino de 28 anos que foi preso na noite de terça (28/4) no Estádio do Mineirão acusado de ato racista foi liberado por um juiz para responder em liberdade, mas vai ter que usar tornozeleira, ficar em casa à noite e nos fins de semana e se apresentar periodicamente à Justiça na capital mineira.
Ele é acusado de provocar os torcedores do Cruzeiro apontando para a cor da própria pele durante partida na terça. Segundo a ocorrência, ele também fez gestos imitando um macaco.
Os atos considerados racistas foram flagrados na arquibancada do Mineirão na partida entre Cruzeiro e Boca Juniors pela 3ª rodada do grupo D da Copa Libertadores da América, vencida pelo time brasileiro por 1 x 0. Um usuário cruzeirense do Instagram publicou um vídeo em seus stories.
Chamada, a Polícia Militar de MG prendeu o homem ainda na arquibancada.
“Advirta-se o autuado de que o descumprimento injustificado das medidas cautelares ora impostas poderá acarretar o decreto de sua prisão preventiva”, escreveu na decisão de soltura provisória o juiz Leonardo Vieira Damasceno, da Secretaria de Audiências de Custódia da Comarca de Belo Horizonte.
MP pede punição
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que acompanha a apuração dos atos de racismo em BH. “O MPMG acompanhará o desdobramento do inquérito e a análise das imagens registradas, que serão fundamentais para a responsabilização criminal do envolvido”, informou a instituição.
“O racismo é um crime imprescritível e inafiançável, e o Ministério Público permanece vigilante para garantir que eventos esportivos sejam ambientes de respeito e dignidade humana, livre de manifestações de ódio”, diz ainda o MPMG.
