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Minas Gerais

Jogo do bicho: 17 integrantes de esquema criminoso são condenados em MG

Grupo explorava apostas clandestinas no Norte de Minas e lavava dinheiro com jogo do bicho; penas somadas ultrapassam 87 anos de prisão

21/10/2026 08:48
Divulgação/MPMG
Jogo do bicho: 17 integrantes de esquema criminoso são condenados em MG

Belo Horizonte — A Justiça condenou 17 integrantes de uma organização criminosa envolvida na exploração ilegal do jogo do bicho e na lavagem de dinheiro no Norte de Minas Gerais. Somadas, as penas ultrapassam 87 anos de prisão. A decisão foi divulgada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) nessa terça-feira (20/10).

Os condenados foram investigados na Operação Provérbios 13:11, deflagrada em dezembro de 2023 para desarticular esquemas de apostas clandestinas na região.

Segundo o MPMG, o grupo mantinha uma ampla rede de exploração do jogo do bicho, com divisão de tarefas entre os integrantes e estrutura administrativa e financeira própria para arrecadar, movimentar e administrar o dinheiro obtido ilegalmente.

As investigações também identificaram mecanismos utilizados para ocultar a origem dos recursos e dissimular o patrimônio adquirido por meio das atividades criminosas.

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Os 17 envolvidos foram condenados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e pela contravenção penal de exploração de jogos de azar.

A sentença acolheu as teses apresentadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Montes Claros e pela 9ª Promotoria de Justiça do município.

Entre as provas utilizadas estão interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, dados extraídos de celulares apreendidos e informações bancárias e fiscais dos investigados.

A operação foi realizada em 1º de dezembro de 2023, quando foram cumpridos 65 mandados de busca e apreensão em Montes Claros, Januária e Brasília de Minas. Na ocasião, a Justiça também determinou a indisponibilidade de bens dos investigados até o limite de R$ 16,8 milhões.

A ação contou com a participação de seis promotores de Justiça, servidores do MPMG e agentes das polícias Militar, Civil e Penal, além de equipes regionais do Gaeco.

Apesar das condenações, as investigações continuam. Segundo o Ministério Público, outras organizações criminosas que atuariam de forma independente na região ainda são investigadas por suspeitas de exploração ilegal de jogos de azar, lavagem de dinheiro, agiotagem e falsidade documental.