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Eleições 2026Minas Gerais

Irmão de Cleitinho se revolta com presidente da AMM por apoio a Lula.

Eduardo criticou Lucas Vieira Lopes por declarar voto em Lula; prefeito de Iguatama rebateu acusações e defendeu o direito de se posicionar

23/10/2026 20:03

Belo Horizonte – O deputado estadual reeleito Eduardo Azevedo (PL), irmão do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), bateu boca nas redes sociais com Lucas Vieira Lopes (PSB), presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Iguatama, após o dirigente declarar voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições.

Em vídeo publicado nesta sexta-feira (23/10), Eduardo criticou a decisão de Lucas e questionou se o posicionamento pessoal do prefeito representava a opinião dos demais gestores municipais de Minas Gerais.

“Que vergonha, senhor Lucas Vieira, presidente da Associação Mineira de Municípios. O senhor usou a sua rede social para poder declarar apoio ao governo Lula”, reclamou o deputado.

Eduardo também resgatou críticas aos governos petistas em Minas e acusou Lula de ameaçar interromper obras no estado caso Cleitinho apoiasse o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário do presidente na disputa.

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“Quanta decepção. Tenho certeza de que os prefeitos de Minas Gerais que fazem parte da AMM também estão decepcionados com o seu posicionamento. Isso não é posicionamento de um líder”, declarou.

Presidente da AMM rebate deputado

Em resposta, Lucas afirmou que o apoio a Lula é pessoal e não representa uma manifestação institucional da associação, que reúne prefeitos de diferentes correntes políticas.

“Eu não tenho vergonha de apoiar o presidente Lula, mas tenho respeito pelo mandato que o povo mineiro te deu e faço questão de responder publicamente. Meu apoio ao Lula é pessoal e eu me posicionei para os meus eleitores. Eu não falei em nome da AMM e nem poderia”, disse.

O prefeito também contestou a interpretação de Eduardo sobre a fala de Lula a respeito das obras em Minas. Segundo Lucas, a declaração do presidente foi relacionada à possibilidade de paralisação de investimentos caso o governo federal sofresse cortes orçamentários.

O dirigente citou a proposta de redução de R$ 200 bilhões no orçamento federal que atribuiu a Flávio Bolsonaro e afirmou que cortes poderiam prejudicar os municípios, inclusive por meio da arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Lucas também comparou os investimentos federais em Minas Gerais durante os governos de Jair Bolsonaro (PL) e Lula. Segundo ele, foram cerca de R$ 7 bilhões no governo Bolsonaro, incluindo repasses extraordinários da pandemia, e mais de R$ 50 bilhões por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na atual gestão. Os valores foram apresentados pelo prefeito no vídeo.

Impasse envolve equipe de transição de Cleitinho

A troca de críticas ocorre também porque Lucas integra a equipe de transição do governo de Cleitinho. Eduardo defendeu que o presidente da AMM deixe o grupo em razão de seu posicionamento eleitoral, mas reconheceu que a decisão não cabe a ele.

Ao responder ao deputado, Lucas afirmou que também sofreu pressão política quando declarou apoio a Cleitinho e ao vice-governador eleito, Falcão. Ele disse que não pretende recuar de sua escolha eleitoral.

“Não vamos deixar que a polarização seja um obstáculo. Precisamos estar juntos para enfrentar o grande desafio que temos pela frente na reconstrução do nosso estado”, concluiu o prefeito.