Impasses travam palanques de Lula e Flávio Bolsonaro em MG
Pacheco indefinido, direita dividida e impasses partidários mantêm articulações em aberto em Minas Gerais, estado-chave da eleição
atualizado
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Belo Horizonte – Líderes das pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República nas eleições de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda estão sem palanque definido em Minas Gerais, estado-chave para o pleito.
O grupo do petista luta para viabilizar candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao governo mineiro. A direita está dividida no estado, sem dar caminho fácil para a campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A candidatura de Pacheco é o plano A de Lula, que não tem opções competitivas em Minas Gerais. E o desafio é tornar competitiva candidatura do ex-presidente do Senado, que não poderá concorrer pelo seu partido, o PSD, que já tem o atual governador, Mateus Simões, como pré-candidato à reeleição.
Pacheco está próximo de um acordo com o PSB, mas mantém diálogo com alas governistas do MDB e do União Brasil. Todos os partidos na mesa apresentam prós e contras. O PSB está de portas abertas, mas tem pouca representatividade em Minas, e ter prefeitos faz diferença na campanha. MDB e União têm alas de oposição a Lula e que gostariam de apoiar Flávio na eleição de outubro.
Flávio tem mais caminhos, mas a escolha não é simples
A direita aparece hoje em posição mais confortável do que a esquerda na disputa pelo governo de Minas, mas isso não se traduziu, até aqui, em um palanque definido para Flávio Bolsonaro.
Como o Metrópoles mostrou, o PL mineiro está dividido entre o apoio a Mateus Simões e ao senador Cleitinho (Republicanos-MG).
Figura central do partido, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tem colado em Simões em agendas e postagens nas redes sociais. Outras lideranças da sigla no estado, porém, defendem apoio a Cleitinho, que lidera as pesquisas de intenção de voto, enquanto Simões patina.
Um problema para Flávio em caminhar com Simões é que ele está comprometido em apoiar a candidatura do antecessor Romeu Zema (Novo) à Presidência. Zema tem sido pressionado a desistir da cabeça de chapa e compor com Flávio ou tentar o Senado, mas tem resistido com veemência, pelo menos em público.
As cartas na mesa dos presidenciáveis em Minas Gerais
Lula
- Quer viabilizar a candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo, mas precisa ajudá-lo a encontrar um partido e compor uma chapa forte. As opções são PSB, MDB e União Brasil;
- Tem como planos B a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), o ex-prefeito de BH Alexandre Kalil (PDT) e o deputado estadual Tadeu Leite (MDB), mas são nomes menos competitivos.
Flávio Bolsonaro
- PL não tem candidato próprio, mas pretende filiar o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, para tê-lo como opção;
- Candidaturas de Cleitinho (Republicanos) e Mateus Simões (PSD) são simpáticas a Flávio, mas não oferecem apoio automático e articulação está travada por racha interno no PL.











