Guerra no Irã pressiona custos das empresas no Brasil, alerta Fiemg
Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) alerta para encarecimento da energia e da logística por causa do conflito no Irã
atualizado
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Belo Horizonte – A ofensiva de Estados Unidos e Israel contra o Irã preocupa setores importantes da indústria brasileira por causa do temor de uma ampliação dos custos de produção e logística. O aumento no preço global do petróleo registrado nesta segunda-feira (2/3) é o primeiro sinal disso, alerta a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
“A indústria brasileira está inserida em cadeias globais e qualquer instabilidade em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz repercute em fretes, seguros e energia”, afirma o presidente da entidade, Flávio Roscoe. “O acompanhamento atento do cenário internacional é fundamental para mitigar riscos e preservar a competitividade das empresas”, completa ele.
O Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, é rota para cerca de 20% do petróleo negociado no mundo e o conflito na região torna o corredor instável, reduzindo o fluxo e aumentando automaticamente o preço do óleo.
Também preocupa a Fiemg os impactos do conflito nas rotas aéreas importantes da região, como Dubai, Doha e Abu Dhabi. “Tensões envolvendo Dubai podem comprometer arranjos operacionais utilizados para comércio e pagamentos internacionais, elevando incerteza e custos de transação”.
E entidade reforça que o Brasil faz muitos negócios com a região conflagrada, importando principalmente combustíveis minerais e fertilizantes.
“Essa dependência reforça a sensibilidade da economia brasileira a oscilações de preços no Golfo Pérsico, especialmente em setores ligados à energia e insumos agrícolas”, diz a Fiemg.
