Fiemg: manutenção da tarifa dos EUA em 10% protege exportações de MG
De acordo com a Fiemg, redução de alíquota evita aumento de carga sobre produtos estratégicos da pauta exportadora de Minas
atualizado
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A decisão dos Estados Unidos de manter a tarifa sobre produtos importados do Brasil em 10%, e não nos 15% inicialmente anunciados, garante proteção a cerca de um quarto das exportações de Minas Gerais destinadas ao país norte-americano, segundo levantamento do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
A mudança beneficia setores estratégicos da pauta mineira, como alimentos, máquinas e equipamentos, dispositivos elétricos e produtos químicos, que vinham sofrendo sobretaxas de até 50%. Com essa nova alíquota, há a preservação da competitividade da indústria do estado.
O ajuste na tarifa ocorreu após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que invalidou tarifas amplas baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Com a regulamentação, produtos que já tinham alíquota de 10% não sofrerão aumento. Isso evita impactos negativos sobre produtos mineiros que são exportados. Caso a base tivesse sido elevada para 15%, haveria impacto direto sobre parte relevante da pauta exportadora mineira para os Estados Unidos.
Entre os principais produtos exportados de Minas Gerais para os EUA nos últimos cinco anos estão o ferrogusa, com US$ 4,55 bilhões (24% da pauta), o silício metálico, com US$ 718,39 milhões, e os quartzitos, integrando o fluxo comercial, inclusive via portos do Espírito Santo.
De acordo com o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, a consolidação da tarifa em 10% reduz incertezas e evita perda de competitividade. “A confirmação da tarifa em 10% preserva uma parcela importante das exportações mineiras e contribui para manter condições mais equilibradas de concorrência no mercado norte-americano. Em um cenário internacional instável, decisões que evitam aumento adicional de custos são fundamentais para dar previsibilidade às empresas e proteger empregos”, afirma.
A Fiemg continuará monitorando a política comercial dos Estados Unidos e defendendo o diálogo bilateral como caminho para assegurar estabilidade econômica e condições justas de competição para a indústria mineira.
