Governo federal aciona programa de proteção para Ana Elisa após ameaças
Deputada eleita por MG, Ana Elisa denunciou ameaças de morte e estupro; MDH pediu avaliação de risco e apoio da inteligência policial

Belo Horizonte — O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) acionou o Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais para garantir a segurança da deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, após as ameaças de morte e estupro denunciadas pela petista durante o período eleitoral.
A medida foi adotada por meio do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH).
Segundo a pasta, as equipes federal e estadual atuarão de forma conjunta na avaliação e no acompanhamento do caso.
O ministério também solicitou apoio à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese), responsável pelo programa estadual, para realizar uma análise de risco e articular ações com órgãos de inteligência policial.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEntre as providências solicitadas estão o encaminhamento de medidas para investigar as ameaças e identificar os responsáveis.
Por questões de segurança, o governo federal informou que não divulgará detalhes sobre as medidas de proteção já adotadas ou que ainda estejam em avaliação.
Ministério da Justiça aciona a PF
O pedido foi encaminhado pela secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila Santana de Carvalho, ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Ana Elisa também esteve na sede da corporação, em Belo Horizonte, para denunciar os ataques.
Na quinta-feira (8/10), a petista afirmou que precisou desativar sua conta no X, antigo Twitter, após passar a receber ameaças de morte e estupro a cada dois minutos.
“A minha equipe desativou a minha conta no Twitter porque nós estávamos recebendo ameaça de morte a cada dois minutos. Ameaça de morte e ameaça de estupro”, declarou em vídeo publicado nas redes sociais.
Ana Elisa afirmou que os ataques se intensificaram depois que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou uma suposta publicação de 2022 na qual ela teria defendido o fechamento de igrejas. A petista negou a autoria do conteúdo, classificou a imagem como montagem e anunciou que acionaria o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A deputada eleita já havia registrado uma ocorrência na Polícia Civil de Minas Gerais, em setembro, após receber mensagens com ameaças racistas de morte e estupro. O caso é investigado.
