
MJ pede à PF inquérito sobre ameaças de morte contra Ana Elisa
Deputada eleita Ana Elisa (PT-MG) relatou ameaças de morte e estupro recebidas pela internet

Belo Horizonte — O Ministério da Justiça e Segurança Pública pediu à Polícia Federal (PF) a abertura de um inquérito para investigar ameaças de morte e estupro sofridas pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG). O ofício foi enviado nesta sexta-feira (9/10) pela secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila Santana de Carvalho, ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
No documento, a secretária afirma que Ana Elisa denunciou ter recebido ameaças pela internet em razão de seu posicionamento político e de sua participação na campanha presidencial. Segundo o relato citado pelo ministério, as mensagens chegavam a cada dois minutos e fizeram com que a petista retirasse do ar seu perfil no X.
A pasta sustenta que a investigação cabe à esfera federal porque os crimes teriam sido praticados pela internet e apresentariam conteúdo misógino. O ofício aponta a possível ocorrência do crime de ameaça contra mulher, previsto no artigo 147 do Código Penal, motivado pela atuação política da deputada eleita.
Ao Metrópoles, a secretária Sheila de Carvalho disse que a preocupação da pasta é garantir a proteção da deputada eleita e a responsabilização dos autores das ameaças.
Ana Elisa esteve na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte também nesta sexta e denunciou as ameaças. Ao sair, ela afirmou que a corporação estava iniciando uma investigação.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAlém da abertura do inquérito, o Ministério da Justiça pediu que a PF cobre providências das plataformas X e Meta para interromper a circulação das ameaças e identificar os responsáveis. O documento afirma que os autores deverão ser investigados e responsabilizados.
Ana Elisa, de 21 anos, foi eleita deputada federal por Minas Gerais com mais de 524 mil votos e passou a atuar na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Nos últimos dias, ela também acusou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) de divulgar uma montagem na qual a jovem supostamente defenderia o fechamento de igrejas. A equipe da petista afirma que os ataques racistas e as ameaças se intensificaram após o episódio.
