Flávio sobre tarifaço: “É outro problema que vou ter que resolver?”. Veja vídeo
Durante evento em Contagem (MG), Flávio voltou a atribuir a Lula a possibilidade de empresas brasileiras serem taxadas pelo governo dos EUA
atualizado
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Belo Horizonte — O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), voltou a atribuir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a possibilidade de empresas brasileiras serem alvo de novas tarifas pelos Estados Unidos. O parlamentar afirmou que o governo federal tem prejudicado a relação diplomática com os norte-americanos e questionou se esse “será mais um problema” para ele resolver.
“É outro problema que eu vou ter que resolver?”, questionou Flávio em agenda realizada nesta quarta-feira (3/6), na Ceasa Minas, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Para o senador, durante visita à Casa Branca, ele fez mais pelo povo brasileiro do que Lula à frente do Palácio do Planalto.
“Eu sou pré-candidato, eu não sou o presidente da República ainda. Mas, em dois dias, fiz mais pelo povo brasileiro do que o Lula em 20 anos”, declarou.
Flávio também também voltou a dizer que enviou uma carta ao governo dos EUA para impedir o novo tarifaço e criticou o “comportamento” de Lula em relação ao presidente norte-americano, Donald Trump.
“Eu falei para ele: presidente, não precisa negociar com o Brasil impondo tarifas, porque a partir de janeiro do ano que vem você vai ver um presidente da República que faça. Mas aí vem o Lula, começa a xingar os Estados Unidos, ignora a relação comercial para lamber as botas da China […]”, reclamou Flávio.
A agenda na Ceasa marcou o último dia de compromissos de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais. Após a passagem por Contagem, o senador seguirá para Betim e, posteriormente, para Patos de Minas. Nessa terça, ele chegou a ganhar o título de cidadão honorário de Belo Horizonte.
Veja quais são as alegações dos EUA para aplicar nova taxa de 12,5% ao Brasil.
Nova tarifa
Na terça, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu mais uma investigação comercial que tem o Brasil como alvo e propôs tarifa adicional de 12,5% aos produtos brasileiros.
Ao todo, 60 países foram alvo da investigação, que apurou supostas falhas dessas economias para impedir a entrada de produtos fabricados com mão de obra forçada em seus mercados internos.
A nova proposta foi anunciada apenas um dia depois de o USTR recomendar tarifa adicional de 25% sobre importações brasileiras, ao concluir investigação que questiona práticas comerciais do país, incluindo o Pix.