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Eleições 2026Minas Gerais

Flávio promete 5 ministros “contra aborto e drogas” no STF e critica Moraes.

Candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) cumpriu agenda em Juiz de Fora, e passou pelo local onde o pai foi esfaqueado

09/09/2026 13:34, atualizado 09/09/2026 13:48

Juiz de Fora – O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) prometeu, nesta quarta-feira (9/9), indicar cinco ministros “contra o aborto” e “contra as drogas” para o Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja eleito. Durante ato de campanha em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, o parlamentar também fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes e afirmou que “uma laranja podre não pode contaminar a mais alta Corte desse país”.

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Flávio em Juiz de Fora
Avião que levou Flávio Bolsonaro (PL) pousou em Goianá, na Zona da Mata, na manhã desta quarta-feira (9/9)
Flávio Bolsonaro em Juiz de Fora
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Flávio Bolsonaro em Juiz de Fora

Samuel Pancher/Metrópoles
Flávio em Juiz de Fora
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Flávio em Juiz de Fora

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Avião que levou Flávio Bolsonaro (PL) pousou em Goianá, na Zona da Mata, na manhã desta quarta-feira (9/9)
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Avião que levou Flávio Bolsonaro (PL) pousou em Goianá, na Zona da Mata, na manhã desta quarta-feira (9/9)

Samuel Pancher/ Metrópoles

“Eu vou sentar naquela cadeira de presidente da República e vou colocar cinco ministros do Supremo. Homens e mulheres que sejam contra o aborto, que sejam contra as drogas, que defendam a Constituição, que não persigam adversários políticos…”, disse Flávio Bolsonaro.

Ao falar sobre Moraes, Flávio disse que as coisas estão “invertidas no Brasil” e declarou que “o STF não é Alexandre de Moraes”, prometendo proteger a Corte dele.

As declarações foram dadas durante agenda de campanha de Flávio em Juiz de Fora. O candidato participou de uma motociata e fez um ato no local onde o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sofreu um atentado a faca há oito anos.

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A poucas semanas do primeiro turno, Flávio tenta engajar o bolsonarismo recorrendo a homenagens ao pai e tentando recuperar marcas das corridas eleitorais de 2018 e 2022 e do governo Bolsonaro.

“É sempre momento de reflexão e eu pretendo agora fazer um trajeto junto com os nossos aliados aqui, com o povo que tá aqui ao nosso lado eu possa completar o trajeto que meu pai não conseguiu completar”, disse Flávio ao chegar.

Flávio fez uma caminhada no cruzamento das ruas Batista de Oliveira e Halfeld. “Pai, eu sei que em algum momento você vai assistir a tudo que nós estamos fazendo aqui. Essa medalha é sua”, disse.

Flávio discursou em cima de um trio elétrico e, em seguida, desceu para cumprimentar apoiadores que acompanhavam o ato.

A visita estava prevista inicialmente para o começo da campanha eleitoral. Flávio iria a Juiz de Fora em 17 de agosto, um dia depois de abrir oficialmente sua corrida ao Palácio do Planalto com um ato em Copacabana, no Rio de Janeiro. Aquela agenda em Minas, porém, foi cancelada por questões climáticas.

Flávio pede que Fachin suspenda decisão de Dino

Mais cedo, Flávio Bolsonaro (PL) cobrou reação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, à decisão do ministro Flávio Dino que permitiu a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). O parlamentar também acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de instrumentalizar a corporação.

“Espero, sinceramente, que o presidente do Supremo, Edson Fachin, imediatamente, hoje ainda, tome alguma decisão, começando por suspender essa liminar dada pelo Flávio Dino, e convoque imediatamente uma sessão plenária”, afirmou.

A decisão de Dino derrubou determinação do ministro André Mendonça, que havia afastado Andrei na terça-feira (8/9). Dino defendeu que a controvérsia seja analisada pelo plenário do Supremo.

Flávio também acusou Lula de usar a PF para perseguir adversários políticos. A corporação apura o destino de recursos enviados pelo banqueiro Daniel Vorcaro para supostamente financiar o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O candidato ainda acusou Dino e o ministro Cristiano Zanin de armarem uma “farsa” contra o pai e de tomarem decisões “ao arrepio do que diz a Constituição e do que diz a lei”.