Fim da escala 6x1: veja como votaram os senadores mineiros
Os três senadores de Minas Gerais votaram a favor da proposta, aprovada em dois turnos no Senado nessa quarta-feira (14/10)

Belo Horizonte — Os três senadores que representam Minas Gerais votaram a favor do fim da escala 6×1, que prevê seis dias de trabalho para um de descanso. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221, de 2019, foi aprovada em dois turnos no Senado Federal, nessa quarta-feira (14/10), com 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada votação.
Cleitinho Azevedo (Republicanos), Carlos Viana (PSD) e Renzo Braz (PP) votaram “sim” nos dois turnos. Apesar do consenso entre os parlamentares mineiros, a proposta provocou divergências políticas, especialmente entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno, Cleitinho defendeu o fim da escala 6×1 durante toda a campanha eleitoral. Após a vitória nas urnas, o senador protagonizou uma polêmica ao publicar um vídeo ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comemorando a inclusão da proposta na pauta de votação.
A gravação provocou críticas de eleitores, que questionaram a aproximação de Cleitinho com Alcolumbre, considerado adversário político por parte da base bolsonarista.
Cleitinho apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O senador, que anteriormente se posicionava contra a proposta, recuou e também votou a favor do fim da escala 6×1.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Senado não é seu chiqueiro”
Outro representante de Minas, Carlos Viana também votou favoravelmente à PEC nos dois turnos, mas fez questão de alfinetar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a aprovação.
“Lula, o Senado não é seu chiqueiro. O trabalhador brasileiro merece descansar. Mas também merece saber a verdade!”, escreveu. “A escala 6×1 não acabou por um decreto seu. Foi uma decisão do Congresso Nacional, aprovada com votos da direita, do centro e da esquerda!”, afirmou.
O parlamentar disputou a reeleição ao Senado neste ano, mas não conseguiu renovar o mandato.
Às vésperas do primeiro turno, Viana declarou apoio a Flávio Bolsonaro. Apesar da aproximação, a campanha do senador mineiro não recebeu investimentos significativos dos bolsonaristas. Ele acabou derrotado por Marília Campos (PT) e Domingos Sávio (PL), eleitos para as duas vagas de Minas Gerais.
Renzo Braz (PP), suplente do senador Rodrigo Pacheco (PSB), também votou a favor da proposta nos dois turnos. Braz assumiu a cadeira após Pacheco deixar o Senado para ocupar o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
O que muda com a aprovação
Com a aprovação da PEC, os trabalhadores terão direito a dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.
O texto também reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, mantendo o limite de oito horas diárias de trabalho. A proposta prevê a possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva.
Parte das mudanças será implementada de forma progressiva. A PEC segue para promulgação pelo Congresso Nacional.
