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Minas Gerais

Defensor do fim da 6x1, Cleitinho cobra contrapartida a empresas.

Cleitinho defendeu desoneração da folha de pagamento e redução de impostos para empresários, além de cobrar cortes no Congresso

15/10/2026 10:00

Belo Horizonte — O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) defendeu a criação de medidas de compensação aos empresários após o fim da escala de trabalho 6×1. Durante a votação da proposta, nessa quarta-feira (14/10), o parlamentar cobrou a desoneração da folha de pagamento e a redução de impostos, além de defender que o Congresso Nacional “corte da própria carne”.

“Nós, senadores, vamos fazer o nosso trabalho, fazer a 5×2 e que, o mais rápido possível, a gente possa dar contrapartida pro empresário, desonerar a folha, reduzir imposto. E cortar da própria carne. Quem tem que cortar da própria carne não é o trabalhador nem o empresário, é o Congresso”, afirmou.

Durante o discurso, Cleitinho também criticou os privilégios dos parlamentares e comparou as condições de trabalho da população com os benefícios oferecidos aos integrantes do Congresso Nacional.

“Você, trabalhador, quando você tá pegando ônibus lotado, não tem direito a mordomia, enquanto o Congresso tem direito a plano de saúde vitalício e um monte de privilégios. Precisamos resolver isso o mais rápido possível”, declarou.

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O senador também criticou o custo do Legislativo e afirmou que os trabalhadores não podem continuar arcando com os sacrifícios enquanto os parlamentares mantêm seus benefícios.

“Desde julho, quando entramos em recesso, enquanto o trabalhador tá lotado, o Congresso ficou parado. Um Congresso caro. Fonte de riqueza é você, trabalhador. Peço sensibilidade e consciência humana para a gente dar dignidade”, disse antes da votação, que terminou com a proposta aprovada.

Cleitinho ainda reconheceu a atuação de Reginaldo Lopes (PT-MG) na defesa da redução da jornada de trabalho e afirmou que a discussão não deve ser tratada como uma disputa ideológica. “Reginaldo, quero reconhecer isso. É a sua luta. Essa luta não é de esquerda nem de direita, mas do trabalhador”, concluiu.