Filhotes trigêmeos de onça-pintada são batizados em MG; veja nomes
A escolha dos nomes foi feita por meio de votação popular e reuniu 1.442 participações de diferentes regiões do Brasil e até do exterior
atualizado
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Belo Horizonte — Os três filhotes trigêmeos de onça-pintada registrados no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no Norte de Minas Gerais, já têm nome: Davi, Murici e Mambaí. A escolha foi definida por votação popular, que reuniu 1.442 participações de diferentes regiões do Brasil e até do exterior.
O batismo dos filhotes faz parte do projeto “Onças: Guardiãs do Grande Sertão Veredas”, iniciativa apoiada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por meio da Plataforma Semente.
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Os nomes foram escolhidos a partir de listas inspiradas na fauna, flora e cultura do Cerrado. As opções disponíveis eram:
- Filhote 1: Baru, Mangaba, Pequi ou Davi
- Filhote 2: Murici, Jaguarandi, Bugre ou Jaborandi
- Filhote 3: Kutúk, Mambaí, Urucuia ou Kokwã
O registro dos trigêmeos é considerado um marco científico. Segundo a organização Onçafari, responsável pelo monitoramento, esta é a primeira ninhada de três filhotes de onça-pintada documentada na região do Grande Sertão Veredas.
Monitoramento no Cerrado
Desde 2024, as onças-pintadas — incluindo exemplares de pelagem preta, conhecidos como panteras-negras — são acompanhadas por equipes do Onçafari na porção mineira do parque.
O monitoramento é feito com armadilhas fotográficas espalhadas por uma área de 93 mil hectares, equivalente a cerca de três vezes o tamanho de Belo Horizonte. Os equipamentos disparam automaticamente ao detectar movimento.
Até o momento, 27 onças-pintadas já foram identificadas no lado mineiro do parque, sendo seis melânicas. A estimativa é que a região concentre uma das maiores proporções de onças-pretas do mundo.
“Não é possível ver a olho nu, mas as pintas estão embaixo da pelagem negra”, explicou o biólogo Eduardo Fragoso, coordenador do projeto.
Espécie ameaçada
As onças-pintadas são consideradas uma “espécie guarda-chuva”, ou seja, a preservação delas ajuda a proteger todo o ecossistema ao redor, incluindo rios, florestas e outras espécies do Cerrado.
Apesar disso, os animais enfrentam ameaças como desmatamento, fragmentação do habitat e caça. Segundo os pesquisadores, a destruição do Cerrado cria “ilhas” de vegetação nativa, dificultando a circulação das onças e aumentando riscos de isolamento genético.
O projeto também trabalha na criação de corredores ecológicos para conectar áreas preservadas e permitir que os felinos circulem e se reproduzam.
“Quando protegemos a onça-pintada, protegemos o futuro de todos nós”, afirmou o Onçafari nas redes sociais.
