Fiemg: exportações de MG para a Noruega sobem 87% e somam US$ 111 milhões
Minas Gerais é o terceiro maior exportador brasileiro para o mercado norueguês. Novo acordo comercial pode ampliar oportunidades em Minas

Belo Horizonte — As exportações de Minas Gerais para a Noruega cresceram 87,2% em 2025, alcançando US$ 111,36 milhões. O avanço colocou o estado na terceira posição entre os maiores exportadores brasileiros para o país europeu, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
O crescimento ocorre às vésperas da aplicação bilateral do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Noruega, prevista para 1º de novembro de 2026. A medida deve facilitar o acesso de produtos brasileiros ao mercado norueguês, com a eliminação imediata de tarifas para produtos industriais não agrícolas abrangidos pelo acordo.
Em Minas, o café liderou as exportações para a Noruega em 2025, representando 81,6% das vendas. Na sequência, aparecem os carbonetos (10,7%) e os tubos sem costura de ferro ou aço (7,2%). Juntos, os três grupos concentraram 99,5% das exportações mineiras para o país.
As importações de produtos noruegueses por Minas Gerais também aumentaram. Em 2025, somaram US$ 105,54 milhões, alta de 49,1% em relação ao ano anterior, com destaque para fertilizantes e insumos industriais.
Com isso, o estado registrou superávit comercial de US$ 5,82 milhões e ocupou a terceira posição nacional entre os maiores importadores de produtos da Noruega.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAcordo pode ampliar mercado para a indústria mineira
Segundo a Fiemg, o acordo comercial representa uma oportunidade para diversificar os destinos das exportações brasileiras, especialmente diante das dificuldades provocadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
Em 2025, o comércio entre Brasil e Noruega movimentou US$ 2,34 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 729,27 milhões. As exportações nacionais para o país europeu cresceram 7,4%, chegando a US$ 1,54 bilhão.
Entre os principais produtos vendidos pelo Brasil estão óxidos e hidróxidos de alumínio, responsáveis por 65,5% das exportações, além de torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes (10,2%), café (6,8%), derivados de petróleo (5,9%) e soja (2,9%).
Para Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da Fiemg, a abertura comercial pode ajudar as empresas brasileiras a reduzir a dependência de determinados mercados.
“Em um momento de maior incerteza no comércio internacional, ampliar o acesso a novos mercados é fundamental para reduzir riscos e fortalecer a competitividade da indústria brasileira. O acordo com a Noruega abre oportunidades para diferentes setores, mas cada caso precisa ser avaliado”, afirmou.
