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Minas Gerais

Estudante de medicina é preso por importunação sexual em hospital de MG

Paciente denunciou ter sido tocada sem consentimento e fotografada; estudante foi preso em flagrante por importunação sexual

04/08/2026 09:47
Reprodução/Redes sociais
Estudante de medicina é preso por importunação sexual em hospital de MG

Belo Horizonte — Um estudante de medicina, identificado como Alexandre Fonseca Toledo Figueiredo, de 39 anos, foi preso em flagrante por importunação sexual após fotografar as partes íntimas de uma paciente, de 21 anos, durante um atendimento no Hospital Alzira Velano, em Alfenas, no Sul de Minas, nessa segunda-feira (3/8).

Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PMMG), a jovem havia sido atendida inicialmente por um médico, acompanhado de uma enfermeira, e afirmou que esse primeiro atendimento ocorreu de forma profissional.

Em seguida, o estudante entrou sozinho no quarto onde a paciente estava e pediu para examiná-la novamente. Conforme o relato, ele a tocou sem consentimento e, na sequência, tirou fotografias da região íntima sem autorização. Ao ser questionado, teria dito que as imagens seriam utilizadas para estudos.

A vítima ainda relatou que o suspeito fechou a cortina do quarto para isolar o ambiente e fez perguntas de cunho pessoal consideradas ofensivas. Constrangida, ela chamou uma enfermeira e contou o que havia acontecido.

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De acordo com o boletim, a profissional advertiu o estudante, enviou as fotografias para o celular da paciente e apagou os arquivos do aparelho dele. Após deixar o hospital, a jovem procurou a PM  e registrou a ocorrência.

Versão do estudante

Em depoimento à PM, o estudante admitiu que fotografou a região íntima da paciente, mas afirmou que ela havia consentido e que as imagens seriam usadas para estudos. Ele também disse ter mostrado as fotos à médica responsável pelo atendimento antes de apagá-las.

A médica, no entanto, negou essa versão. Conforme o boletim de ocorrência, ela afirmou que nunca autorizou o estudante a fazer as fotografias, que não viu nenhuma das imagens e ressaltou que esse tipo de registro não faz parte dos protocolos de atendimento.

Ela também informou que estudantes não podem atender pacientes sem a supervisão de um médico e que o procedimento não deve ser realizado sem o uso de luvas.

Diante dos relatos, a PM prendeu o estudante em flagrante. O celular dele foi apreendido.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e com o hospital e aguarda um posicionamento.