Em meio à greve, bancários fazem ato na porta de agência da Caixa em BH.
Categoria está paralisada por tempo indeterminado e vota nesta sexta (11/9) propostas apresentadas pela Caixa e pelo Banco do Brasil
Belo Horizonte — Bancários em greve fazem, nesta sexta-feira (11/9), um ato em frente à Agência Século da Caixa Econômica Federal, no Centro de Belo Horizonte. A mobilização ocorre no mesmo dia em que trabalhadores analisam propostas apresentadas pela Caixa e pelo Banco do Brasil (BB) nas negociações dos acordos coletivos.
O ato foi marcado para as 10h, na Rua dos Carijós, na região central da capital mineira. A greve da categoria começou nessa quinta-feira (10/9) e foi aprovada por tempo indeterminado.
No caso da Caixa, os trabalhadores participam de uma assembleia, com votação das 16h às 23h desta sexta. A categoria vai decidir se aceita a proposta apresentada pelo banco para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) aditivos.
Segundo o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, a Caixa apresentou nessa quinta sua proposta final. O banco teria informado que os termos são válidos até esta sexta e que, em caso de rejeição, pretende retirar a proposta e ingressar com dissídio coletivo, levando a negociação para a Justiça do Trabalho.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAté a deliberação dos trabalhadores, a orientação do sindicato é pela manutenção da greve.
O que a Caixa oferece
Entre os pontos apresentados pela Caixa está a manutenção das cláusulas negociadas ao longo de 2026. A proposta também prevê mudanças relacionadas ao Saúde Caixa.
De acordo com o sindicato, o banco propôs antecipar sua parcela da 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030 para cobrir o déficit de 2026. A participação da Caixa no custeio do plano também passaria de 6,5% para 8%.
O novo modelo de custeio está previsto para começar em janeiro de 2027. A proposta inclui ainda R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir do próximo ano.
Caso os termos sejam aprovados, a Caixa informou que pretende pagar, em 18 de setembro, o salário reajustado, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o Super Caixa e um prêmio de R$ 3 mil por empregado pelo atingimento do Índice de Eficiência Operacional (IEO).
A proposta contempla ainda medidas relacionadas a diversidade, equidade de gênero e acessibilidade, além de flexibilizações para trabalhadores com deficiência e alterações em regras de atendimento, férias e licença-saúde.
Banco do Brasil
Os funcionários do Banco do Brasil também analisam uma proposta apresentada pela instituição. A votação começou às 19h dessa quinta-feira e segue até as 12h desta sexta.
Segundo o sindicato, o BB afirmou, durante as negociações, ter chegado ao limite da proposta e alegou que o período eleitoral impede a apresentação de novas condições.
Entre os itens oferecidos está um reconhecimento financeiro de R$ 3 mil para trabalhadores enquadrados nas regras estabelecidas pelo banco. O pagamento depende do cumprimento de um indicador que, segundo informações apresentadas nas negociações, teria atualmente 85% de chance de ser alcançado.
Na área de saúde, a proposta prevê adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para a Cassi. Também estão previstos compromisso de estudos para revisão do Plano de Carreira e Remuneração (PCR) e pagamento da PLR em até 72 horas após a assinatura do acordo.
A licença-paternidade passaria de 20 para 35 dias, enquanto o auxílio para filhos com deficiência subiria de R$ 760,48 para R$ 874,55.
Para trabalhadores da Central de Relacionamento, o salário de referência passaria de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77 a partir de janeiro.
A proposta inclui ainda estabilidade de seis meses na função para trabalhadoras que retornarem de afastamento relacionado à Lei Maria da Penha, políticas afirmativas em processos seletivos internos, abono da ausência em 31 de dezembro de 2026 e indenização de até R$ 550,5 mil em caso de morte decorrente de assalto.
Os resultados das assembleias devem definir se os trabalhadores aceitam os termos apresentados pelos bancos ou mantêm a mobilização.



