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Minas Gerais

Duda Salabert aciona PF e MP após servidor ameaçar envenenar indígenas

Servidor teria ameaçado indígenas de Mato Grosso do Sul após vitória de Lula; ele foi afastado do cargo e o governo também acionou a PF

28/10/2026 15:16
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Foto colorida da deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) - Metrópoles

Belo Horizonte — A deputada federal Duda Salabert (PSol-MG) afirmou, nesta quarta-feira (28/10), que acionou a Polícia Federal (PF), o Ministério Público (MP) e o Ministério dos Povos Indígenas para apurar denúncias de ameaças contra comunidades indígenas em Mato Grosso do Sul. A manifestação ocorre após um servidor público municipal ameaçar envenenar a água consumida por indígenas depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de domingo (25/10).

“Recebi várias denúncias de assassinatos, ameaças de envenenamento e crimes de racismo contra os povos indígenas em Mato Grosso do Sul, após a vitória do presidente Lula”, escreveu Duda nas redes sociais.

 

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Segundo a deputada, os órgãos foram acionados após áudios vazados de grupos bolsonaristas revelarem ameaças atribuídas a um servidor público do município de Tacuru, incluindo a intenção de contaminar a água utilizada pelas comunidades.

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“Acionei o Ministério dos Povos Indígenas, o Ministério Público e a Polícia Federal para que apurem as denúncias e, acima de tudo, atuem para proteger a vida dos povos indígenas, que há séculos lutam pelo direito à terra”, declarou.

Servidor foi afastado após ameaças

O caso ganhou repercussão após a circulação de um áudio em um grupo de WhatsApp, no qual um servidor da Prefeitura de Tacuru, em Mato Grosso do Sul, ameaça envenenar a água consumida por moradores da Aldeia Sassoró.

Na gravação, que começou a circular após o segundo turno das eleições, o homem faz declarações ofensivas contra indígenas e defende que sejam mortos por envenenamento.

“Essas pragas do caralho, do demônio. Tem que ponhar veneno na água, tem que matar essas pragas na água”, afirma o servidor.

O prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti (PSDB), confirmou o afastamento temporário do funcionário e anunciou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar a conduta.

Segundo o prefeito, o servidor trabalha na área de infraestrutura do município, operando um caminhão-caçamba, e não atua no abastecimento de água. Diante das ameaças, o governo federal também acionou a Polícia Federal para investigar o caso.