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Minas Gerais

Drogas gourmet: operação bloqueia R$ 15 milhões e prende cinco na Grande BH

Polícia Civil cumpriu 32 mandados de busca e apreensão em cinco cidades mineiras; grupo é investigado por tráfico e lavagem de dinheiro

20/10/2026 16:25
Polícia Civil MG/Divulgação
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Belo Horizonte – Cinco pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta terça-feira (20/10), durante a segunda fase da Operação Nêmesis, que investiga uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas de alto valor, conhecidas como “drogas gourmet”. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 15 milhões ligados aos investigados.

A operação foi conduzida pelo Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc) e cumpriu 32 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, Contagem, Lagoa Santa, Esmeraldas e Mário Campos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Na capital, alguns dos suspeitos foram localizados nos bairros Caiçara e Padre Eustáquio, na região Noroeste. Além do bloqueio financeiro, foram impostas restrições a veículos de luxo vinculados aos investigados, com o objetivo de impedir a venda dos automóveis.

Presos por tráfico e organização criminosa

Segundo a Polícia Civil, quatro dos cinco presos foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e organização criminosa. O quinto suspeito foi autuado por posse ilegal de munição de arma de fogo.

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De acordo com o delegado Sérgio Belizário, chefe do Denarc, quatro dos detidos estavam com entorpecentes no momento das abordagens. Com um deles, também foram encontradas munições.

A investigação tem como um dos principais objetivos atingir a estrutura financeira do grupo e dificultar a continuidade das atividades criminosas. Para Belizário, o bloqueio dos valores compromete a capacidade de reorganização da quadrilha.

Polícia Civil MG/Divulgaçãodrogas apreendidas operação nemesis
Drogas apreendidas na Operação Nemesis da Polícia Civil MG contra o tráfico na Grande BH

Investigação apura lavagem de dinheiro

As apurações continuam para identificar possíveis empresas utilizadas na lavagem de dinheiro e pessoas que atuariam como “laranjas” para ocultar o patrimônio da organização criminosa.

Conforme a Polícia Civil, o grupo tinha uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e conexões em diferentes estados. Entre as substâncias comercializadas estariam skunk, haxixe e ecstasy.

A primeira fase da Operação Nêmesis foi realizada em setembro deste ano, quando foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados. As investigações seguem em andamento.