
Deputado petista denuncia suposto favorecimento a amigo de Flávio
Deputado Rogério Correia afirma que superintendente da SUP no Rio de Janeiro engavetou documento de Richarlison e aprovou de Willer Tomaz

Belo Horizonte – O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou nesta quarta-feira (12/8) que vai apresentar uma notícia crime à Polícia Federal (PF) para investigar um suposto favorecimento da Superintendência de Patrimônio da União (SUP) no Rio de Janeiro ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa sobre uma mansão no litoral do Rio de Janeiro.
O imóvel, que está em disputa com o atacante do Tottenham Richarlison, fica em área da Marinha, o que faz com que o proprietário tenha que solicitar o direito de uso do local.
O parlamentar mineiro afirmou que teve acesso a documentos, via Lei de Acesso a Informação (LAI), que mostram que o pedido feito pelo atleta, em 20 de setembro de 2021, nunca foi analisado pela SUP do Rio de Janeiro e que o pedido de Tomaz, feito em 11 de maio de 2022, foi aprovado dois meses depois, em 12 de julho daquele ano.
🚨 PROVAS: COMO FLÁVIO BOLSONARO E WILLER TOMAZ PEGARAM A MANSÃO DE RICHARLISON?
Consegui, pela Lei de Acesso à Informação, documentos que ajudam a esclarecer como os dois teriam agido no caso da mansão de Richarlison e seu sócio.
Os documentos apontam para o uso da SPU do Rio,… pic.twitter.com/bkHPE0UcS3
— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) August 12, 2026
Correia aponta que o Coronel Paulo da Silva Medeiros, à época superintendente da SUP no Rio, foi responsável pela assinatura dos documentos.
“Ele que assina todos esses documentos e facilita a vida de Willer Tomaz e de Flávio Bolsonaro para adquirir essa mansão”, afirmou o parlamentar.
Decisão da Justiça
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, em 2025, manter a decisão do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva de manter a decisão favorável a empresa de Tomaz e que o recurso apresentado pelo grupo ligado a Richarlison exigiria uma nova análise das provas e dos contratos que já foram avaliados em instâncias anteriores.
O que diz a defesa de Willer
Em nota enviada ao Metrópoles, a defesa do advogado se manifestou sobre as acusações. Leia na íntegra:
“O imóvel de Ilha Comprida (Angra dos Reis/RJ) foi adquirido por escritura pública, com Certidão de Autorização da SPU e laudêmio de R$ 57.327,19 pago à União. A aquisição foi confirmada em três instâncias, inclusive pelo STJ (AREsp nº 2.806.596/RJ, j. 14/05/2025). A empresa ligada ao jogador renunciou em juízo a qualquer pretensão sobre o bem, e o inquérito policial sobre o caso foi arquivado a pedido do próprio Ministério Público.
A resposta da SPU ao pedido de LAI do deputado (NUP nº 18002.009674/2026-62) — que ele chama de “provas” — diz o oposto do que ele afirma: a cadeia de ocupantes do imóvel, iniciada em 1983, nunca incluiu Richarlison, e o próprio órgão declara que ‘não foi identificada nenhuma irregularidade’ nas transferências. O deputado tinha essa resposta em mãos e escolheu omitir tudo isso.
Willer Tomaz jamais solicitou ou recebeu favorecimento de agente público. Medidas judiciais cabíveis serão adotadas em defesa da honra dos envolvidos. Documentação completa à disposição da imprensa”.



