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Minas Gerais

Cleitinho quer proibir verba estadual para shows e festas em MG: "Acabou"

Cleitinho diz que pretende enviar projeto de lei à ALMG após a posse, em janeiro, e priorizar investimentos em saúde, educação e segurança

07/11/2026 14:45
Reprodução/Youtube
Cleitinho Azevedo

Belo Horizonte — O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), anunciou neste sábado (7/11) que pretende proibir o uso de recursos estaduais para financiar shows e festas nos municípios mineiros. A promessa foi feita após o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciar uma medida semelhante.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Cleitinho afirmou que pretende encaminhar um projeto de lei à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) assim que assumir o governo, em 6 de janeiro. “Assim que eu assumir, recurso para bancar festa em Minas Gerais acabou”, declarou.

Segundo o governador eleito, a proposta busca direcionar recursos públicos para áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação, segurança e infraestrutura.

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“Para vocês terem noção, tem cidades aqui em Minas Gerais, em todo o Brasil, de 4 mil habitantes, gastando R$ 1,5 milhão em um show. Nosso estado está quebrado”, afirmou. Em junho deste ano, o Metrópoles mostrou que pequenas cidades gastaram R$ 108 milhões com eventos em 2025.

Cleitinho também citou a situação financeira de Minas Gerais para justificar a proposta. Segundo ele, o estado enfrenta um déficit de R$ 10 bilhões e acumula uma dívida de R$ 200 bilhões com a União.

“E o que é prioridade para a população? É festa de um dia? Ou é a prioridade de você pegar o recurso e destinar para a saúde, para que você possa ser atendido os 365 dias?”, questionou.

Festas com recursos próprios

O governador eleito ressaltou que a proposta não pretende impedir os municípios de realizar festas, mas restringir a utilização de dinheiro do governo estadual para custear os eventos. “Pode ter certeza também que as cidades não vão ser proibidas de fazer festa. Mas que elas façam isso com o próprio recurso. Se economizou e sobrou dinheiro, faça. Se não tem, não faça”, disse.

Cleitinho também afirmou que pretende negociar com os deputados estaduais para que as emendas parlamentares sejam destinadas a serviços essenciais.

“Quero deixar claro que as emendas dos deputados são dos deputados. Mas eu quero fazer esse alinhamento para que a gente possa pegar tanto o recurso do estado quanto as emendas dos deputados e devolver para a população o que mais a população precisa”, afirmou.