Cleitinho adota tom de candidato e responde críticas sobre despreparo
Cleitinho Azevedo (Republicanos) tem adotado cada vez mais o tom de campanha eleitoral, mas ainda não confirmou oficialmente a candidatura
atualizado
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Belo Horizonte — Mesmo sem confirmar oficialmente a candidatura ao governo de Minas Gerais em 2026, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) tem intensificado falas com tom cada vez mais alinhado a uma pré-campanha eleitoral.
Em discurso recente no plenário do Senado, divulgado nas redes sociais, o parlamentar voltou a se apresentar como um nome contra a classe política tradicional e prometeu enfrentar o que chamou de “sistema” caso chegue ao Palácio Tiradentes.
“Quem vai mandar em MG será o povo. Quem vai governar será o povo. E não será classe política”, afirmou. “Vai causar arrepio ao sistema. É por isso que vocês estão morrendo de medo. Eu vou abrir a caixa-preta. A casa vai cair”, completou.
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Despreparo
O senador também rebateu críticas sobre ele por suposta falta de preparo para administrar o estado. “Que preparo? Pra roubar eu não tenho mesmo não. Pra mentir eu não tenho mesmo não. Eu tenho que entrar lá com as mãos limpas e o coração puro”, disse.
Aliados já tratam Cleitinho como um dos principais nomes da direita mineira para a sucessão estadual. O parlamentar, no entanto, ainda evita oficializar a disputa. Ele tem como principais adversários o atual governador do estado, Mateus Simões (PSD), e um possível nome da esquerda, que passou por Rodrigo Pacheco (PSB), perdeu fôlego e ainda precisa ser definido.
Proposta popular
Além do discurso de confronto ao “sistema”, Cleitinho também vem apostando em propostas de forte apelo popular. Recentemente, afirmou que pretende acabar “com uma canetada” com a taxa de esgoto cobrada em municípios onde não há tratamento efetivo do serviço.
Na ocasião, o senador classificou a cobrança como “um roubo” contra a população e prometeu rever tarifas ligadas ao saneamento em Minas Gerais.
As declarações reforçam a estratégia do parlamentar de ampliar a conexão com o eleitorado insatisfeito com a política tradicional, ao mesmo tempo em que aposta em propostas consideradas de difícil execução.

