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Minas Gerais

Cavalos resgatados ganham confiança antes de buscar um novo lar.

Técnicas de manejo baseadas no comportamento animal ajudam equídeos acolhidos em Minas Gerais a se preparar para a adoção

17/09/2026 15:35

Belo Horizonte – Em vez de perseguir um cavalo para colocar o cabresto, a equipe espera. Antes de exigir um movimento, observa. O trabalho realizado com equídeos acolhidos no Centro de Atendimento e Acolhimento Temporário de Animais (CAATA) Batatal, em Barão de Cocais, na Região Central de Minas Gerais, tem como ponto de partida a construção de confiança.

Mantido pela Vale, o espaço abriga atualmente cerca de 70 animais, dos quais 10 estão disponíveis para adoção responsável. Desde 2019, mais de 500 cavalos, éguas, burros e jumentos passaram pelo centro. Segundo a empresa, 426 foram adotados ou retornaram aos antigos tutores.

Desde 2023, técnicas de amansamento racional integram o trabalho desenvolvido no local. A abordagem reúne conhecimentos sobre comportamento animal, manejo, treinamento funcional, equitação e medicina veterinária. A proposta é preparar os equídeos para uma convivência segura com pessoas, sem desconsiderar as características e experiências de cada um.

“Nosso propósito é respeitar a história de cada animal, recuperar sua confiança e prepará-lo para uma nova etapa de vida, com segurança e bem-estar”, afirma Daiane Kozyrski, coordenadora de Gestão Ambiental da Vale.

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Cavalos para adoção Vale
Desde 2019, mais de 500 cavalos, éguas, burros e jumentos passaram pelo centro da Vale em MG

Aproximação gradual

Na prática, o processo começa pela mudança na forma de interação. Em vez de correr atrás do animal pelo piquete para colocar o cabresto, os profissionais trabalham para que ele se aproxime espontaneamente. A intenção é fazer com que o contato com humanos seja associado a experiências positivas e previsíveis.

Com a repetição e o manejo gradual, o animal passa a responder de maneira mais tranquila à presença dos profissionais. O treinamento, segundo a equipe, não se resume ao aprendizado de comandos, mas busca estabelecer uma relação de confiança.

“Amansar vai além da funcionalidade. É preparar o equídeo para uma convivência segura com os seres humanos, abrindo caminhos para uma nova história de parceria e confiança”, explica Anderson Abreu, médico veterinário.

A égua Imperatriz é um dos exemplos do trabalho. Ela apresentava alta reatividade durante a montaria e demonstrava ansiedade quando permanecia isolada. Com treinamento progressivo e técnicas de manejo voltadas à construção de confiança, passou a apresentar respostas mais previsíveis e menos sinais de ansiedade.

éguas Imperatriz e Pérola da Vale
Éguas Imperatriz e Pérola recebem tratamento especial antes de serem adotadas

Outro caso é o da égua Pérola. Depois de sofrer um acidente ainda jovem, ela ficou com limitações neurológicas e locomotoras que impedem a montaria. A reabilitação, nesse caso, não tem como objetivo fazê-la voltar a ser montada, mas preservar sua autonomia e proporcionar atividades compatíveis com suas condições.

Cuidados que vão além do treinamento

O trabalho realizado no centro também inclui cuidados veterinários integrados. Conforme a necessidade de cada animal, são utilizados recursos como fisioterapia, laserterapia, acupuntura e eletroacupuntura.

A combinação das técnicas busca reduzir desconfortos, auxiliar na recuperação física e criar melhores condições para a realização do manejo.

“Quando conseguimos reduzir a dor e melhorar o conforto, também criamos condições para que o animal confie mais no profissional e responda melhor ao manejo”, explica a veterinária Maria Alves Carolina Dias, especialista em fisiatria e acupuntura.

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Cavalos e éguas recebem tratamento especializado antes de serem adotados
O trabalho realizado no centro também inclui cuidados veterinários integrados
A proposta é preparar os equídeos para uma convivência segura com pessoas
São utilizados recursos como fisioterapia, laserterapia, acupuntura e eletroacupuntura
Cavalos e éguas recebem tratamento especializado antes de serem adotados
Desde 2023, técnicas de amansamento racional integram o trabalho desenvolvido no local
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Desde 2023, técnicas de amansamento racional integram o trabalho desenvolvido no local

Vale/Divulgação
Cavalos e éguas recebem tratamento especializado antes de serem adotados
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Cavalos e éguas recebem tratamento especializado antes de serem adotados

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O trabalho realizado no centro também inclui cuidados veterinários integrados
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O trabalho realizado no centro também inclui cuidados veterinários integrados

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A proposta é preparar os equídeos para uma convivência segura com pessoas
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A proposta é preparar os equídeos para uma convivência segura com pessoas

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São utilizados recursos como fisioterapia, laserterapia, acupuntura e eletroacupuntura
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São utilizados recursos como fisioterapia, laserterapia, acupuntura e eletroacupuntura

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Cavalos e éguas recebem tratamento especializado antes de serem adotados
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Cavalos e éguas recebem tratamento especializado antes de serem adotados

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Por meio do programa Me Leva Pra Casa, os interessados passam por um processo de adoção responsável
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Por meio do programa Me Leva Pra Casa, os interessados passam por um processo de adoção responsável

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Atualmente, cerca de 34 equídeos participam diariamente de atividades de manejo, treinamento e exercícios adaptados. As ações são definidas de acordo com as características e limitações de cada animal, com foco na autonomia e na qualidade de vida.

Preparação para a adoção

Depois do período de acolhimento e reabilitação, parte dos animais pode seguir para um novo lar. Por meio do programa Me Leva Pra Casa, os interessados passam por um processo de adoção responsável.

A avaliação considera fatores como as condições da propriedade, disponibilidade de alimentação, estrutura para o manejo e capacidade do futuro tutor de garantir o bem-estar do animal.

A proposta é evitar que a mudança represente apenas uma transferência de local. O objetivo é que o equídeo chegue a um ambiente adequado às suas necessidades e que o adotante esteja preparado para assumir os cuidados.

Como adotar

Quem tiver interesse em adotar um dos animais pode acessar o site vale.com/melevapracasa e preencher um formulário de interesse. O processo também está disponível para pessoas de outros estados.

Após a adoção, os novos tutores recebem suporte veterinário e acompanhamento durante os seis primeiros meses de adaptação do animal ao novo lar.

Em alguns casos, o transporte até a residência do novo tutor, inclusive quando ele mora em outra cidade ou estado, pode ser custeado pela Vale.