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Minas Gerais

Bombeiro ensina como escapar de ataque de abelhas.

Tenente Elias Cristovam, do CBMMG, explica que o 1º passo é cobrir as vias aéreas para evitar que os insetos penetrem em nariz e boca

20/09/2026 02:00

Belo Horizonte – Um ataque de abelhas, como o que foi noticiado esta semana pelo Metrópoles Minas quando uma menina de 12 anos levou mais de cem picadas e ficou paralisada sem conseguir se mover, pode causar até a morte.  O Tenente Elias Cristovam, do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), ensina como escapar de um ataque.

“O primeiro passo é cobrir as vias aéreas para evitar que os insetos penetrem em nariz e boca, provoquem ferroadas, inchaço e até a parada respiratória. Em seguida, deixar o local imediatamente”, afirma o militar.

Além disso, ele orienta que não é indicado que a pessoa vá para um local pequeno e fechado. Segundo ele, o ideal é procurar um local amplo com um número pequeno de insetos para se proteger e escapar dos ataques.

“Evite ir para locais pequenos e fechados, como o interior de veículos, pois os insetos podem acompanhar a vítima e continuar os ataques. O ideal é que se locomova até um ponto onde exista o mínimo de insetos possíveis ou adentrar em uma residência, que é um espaço amplo e seguro”, orienta o tenente Elias.

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Sobre o uso de desodorante ou água para espantar as abelhas

No caso ocorrido em Minas, a menina foi socorrida pelo motoboy Vinícius Martins de Paulo, que levou cerca de 40 picadas durante o salvamento da estudante de 12 anos. Ele usou um desodorante para tentar tirar os insetos de cima da menina.

Com relação ao uso de água ou desodorante, o bombeiro alerta que isso pode ter efeito positivo, mas também pode alvoroçar as abelhas. “O mais indicado é sair rapidamente do local e evitar o contato”.

Embora algumas abelhas possam morrer com a água, outras que estejam próximas podem ficar mais agitadas e provocar novas picadas. “Jogar água sobre a pessoa ou sobre as abelhas não é uma estratégia segura para controlar um ataque”, afirma o sargento Allan Azevedo, do CBMMG.

Também no ataque ocorrido em Ibirité, uma colmeia caiu de uma árvore próxima à entrada de uma escola, na Rua Flor de Luz, no bairro Ouro Negro, por volta das 13h, na segunda-feira (14/9). Com a queda da colmeia, as abelhas se espalharam e picaram crianças, adolescentes e pedestres que estavam nas proximidades. O tenente esclarece o que deve ser feito em casa de enxame itinerante.

“Em caso de perceber um enxame itinerante, que é aquele enxame de abelhas que pousa em uma árvore sem uma colmeia pronta ou uma colmeia posicionado em uma parede de uma edificação, por exemplo, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar mediante o número 193 e uma guarnição será deslocada para fazer a avaliação no local”, afirma Elias Cristovam.


Como agir em casos de ataques

Em caso de ataque, as principais orientações são:

  • Afastar-se rapidamente do enxame ou da colmeia;
  • Proteger principalmente rosto, cabeça e pescoço;
  • Procurar imediatamente um local fechado e seguro;
  • Não bater ou tentar espantar as abelhas;
  • Não jogar água, fumaça, objetos ou produtos químicos nos insetos;
  • Evitar que outras pessoas, crianças e animais se aproximem da área;
  • Acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 em situações de emergência;

Em caso de necessidade de atendimento médico, acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo 192.


Números de atendimentos em Minas

De acordo com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), o Centro de  Informação e Assistência Toxicológica de Minas Gerais, sediado no Hospital João XXIII fez os seguintes atendimentos relacionados a ataques de abelhas:

  • 2022 – 137 casos;
  • 2023 – 189 casos;
  • 2024 – 172 casos;
  • 2025 – 131 casos;
  • 2026 – 74 casos – de janeiro a maio.

Sobre o estado de saúde da menina de 12 anos

A estudante que foi atacada por abelhas, em Ibirité está internada, sob acompanhamento de equipe médica, no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital e Centro Materno Infantil, de Contagem

Até o final da produção desta reportagem, ela estava estável mas sem previsão de alta.