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Minas Gerais

BH chega a 1.180 nascentes cadastradas após novas descobertas

Vistorias no bairro Capitão Eduardo identificaram 22 novas nascentes e cursos d’água da Sub-bacia do Córrego Cebola

24/08/2026 17:59, atualizado 24/08/2026 18:04
Eduardo Chrispim/Divulgação
nascente bairro Capitão Eduardo BH

Belo Horizonte – A capital mineira chegou a 1.180 nascentes cadastradas após a identificação de 22 novos pontos de água no bairro Capitão Eduardo, na Região Nordeste da capital. O levantamento foi realizado pela Gerência de Recursos Hídricos (GERHI), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA).

Além das nascentes, as equipes confirmaram a existência de cursos d’água pertencentes à Sub-bacia do Córrego Cebola. As informações ajudam a delimitar Áreas de Preservação Permanente (APPs) e podem orientar ações de proteção, recuperação ambiental e educação ambiental.

Vistorias duraram dois meses

A identificação das novas nascentes ocorreu durante vistorias técnicas realizadas ao longo de dois meses. Os técnicos encontraram diferentes tipos de recursos hídricos, incluindo nascentes pontuais e difusas, além de cursos d’água perenes e intermitentes.

O Córrego Cebola percorre um leito rochoso na região e possui uma cachoeira, característica que reforça a importância ambiental da área. O resultado do mapeamento será disponibilizado posteriormente no BHMap.

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Segundo a prefeitura, o levantamento também contribui para a aplicação da legislação ambiental e urbana. Os dados sobre os recursos hídricos já cadastrados podem ser consultados na plataforma BH em Números.

Áreas de proteção

De acordo com o Código Florestal, áreas no entorno de nascentes e olhos d’água, perenes e intermitentes, são consideradas APPs, com raio mínimo de 50 metros. A legislação também estabelece faixas de proteção para cursos d’água naturais, conforme a largura de cada corpo hídrico.

No Capitão Eduardo, o trabalho ainda está concentrado no mapeamento e na caracterização dos recursos encontrados. A partir dessas informações, poderão ser avaliadas medidas como recuperação ambiental, plantio de espécies nativas e ações de educação ambiental.

Programa Renascente

As novas nascentes também passam a integrar o conhecimento utilizado pelas políticas municipais de proteção dos recursos hídricos. Criado em 2025 pela SMMA, o Programa Renascente atua na recuperação de áreas degradadas próximas a nascentes, brejos e cursos d’água.

Entre as ações previstas estão o plantio de espécies nativas, manejo da vegetação e cercamento de APPs. As medidas buscam reduzir processos erosivos e o carreamento de sedimentos, além de favorecer a biodiversidade e a recuperação de habitats para a fauna.

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