
Apesar de acusar Nikolas, Ana Elisa se desculpa por outros posts antigos
Ana Elisa alega que "jamais defendeu o fechamento de igreja alguma", mas se retrata por outras postagens de quando era adolescente

Belo Horizonte — A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) afirma que é falsa uma suposta postagem dela no Twitter divulgada pelo deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) no qual ela defenderia o fechamento de igrejas. A petista, porém, admite a autoria de outras postagens de sua conta que estão circulando nas redes sociais e sendo acusadas de intolerância contra evangélicos.
“Ana assume o que escreveu, retrata-se e pede desculpas a quem se sentiu ofendido, mas é importante que se diga: aos 21, já não pensa como antes. É católica praticante e defende a liberdade religiosa, o Estado laico e a democracia”, diz nota divulgada pela equipe da petista nesta sexta-feira (9/10).
A deputada eleita desativou sua conta na rede social. “Nós estávamos recebendo ameaça de morte a cada dois minutos. Ameaça de morte e ameaça de estupro”, disse ela, em vídeo divulgado nas redes sociais.
A nota desta sexta não especifica por quais postagens Ana se retrata, mas alega que publicações antigas estão sendo tiradas de contexto. “A maioria é de quando Ana tinha 17 anos. A Constituição (art. 227) e o ECA (arts. 17 e 18) protegem a dignidade, a imagem e as ideias de adolescentes e jovens. Usar o que alguém disse aos 17 anos como arma eleitoral afronta essa proteção”, diz o texto.
Disputa com Nikolas
Ana Elisa diz ser falsa postagem divulgada por Nikolas atribuída a uma publicação de outubro de 2022, que foi compartilhada pelo parlamentar do PL na quinta-feira (8/10). Ana Elisa anunciou que acionará a Justiça Eleitoral e o Ministério Público.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Ana nunca o escreveu, ele não existe no histórico de sua conta, e ela jamais defendeu o fechamento de igreja alguma. Pediremos a perícia que comprovará a montagem”, diz a nota oficial. “A data não é acaso: em 2022, Ana tinha 17 anos. Forjaram uma mensagem, atribuíram a uma adolescente e a usaram contra uma mulher eleita”, segue o texto.
