Ana Elisa critica recuo de Flávio sobre fim da 6x1: "Nós temos memória"
Deputada federal eleita por MG, Ana Elisa questionou mudança de posição de Flávio Bolsonaro às vésperas do segundo turno

Belo Horizonte — A deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa (PT) criticou, nesta quarta-feira (14/10), a mudança de posição do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Após criticar a proposta, o senador anunciou que votará a favor da redução da jornada de trabalho.
Em publicação nas redes sociais, a petista acusou o adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de oportunismo eleitoral e questionou os motivos da mudança de discurso às vésperas do segundo turno das eleições.
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“Quando a pauta é popular, quando o povo está olhando e quando a eleição se aproxima, o discurso muda. Mas a pergunta que fica é: se o fim da escala 6×1 é tão ruim, por que agora ele quer votar a favor?”, questionou.
A parlamentar eleita também afirmou que os trabalhadores brasileiros precisam de medidas concretas, e não de promessas feitas durante o período eleitoral.
“O trabalhador brasileiro não quer discurso de ocasião. Quer tempo para viver, descansar, ficar com a família e ter dignidade”, declarou.
Ao final da publicação, Ana Elisa afirmou que os eleitores se lembram dos posicionamentos anteriores sobre a proposta e convocou apoiadores a conquistar votos para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
“Nós temos memória e sabemos quem nos defendeu desde o início. Bora virar votos também. O trabalhador merece mais do que promessa em ano eleitoral”, concluiu.
Recuo e apoio
Flávio Bolsonaro anunciou, nessa terça-feira (13/10), que votará a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1. A mudança ocorreu após o candidato avaliar que um posicionamento contrário poderia prejudicá-lo na reta final da disputa presidencial.
Conforme revelou o Metrópoles, integrantes da campanha do senador admitem discutir alterações nas regras caso ele vença a eleição. A intenção seria adequar a redução da jornada às propostas econômicas de um eventual governo.
Na semana passada, Flávio havia acusado Lula de tentar obter vantagem eleitoral com a votação da proposta antes do segundo turno.
“O Lula, em 4 anos de governo, não faz. Agora, no meio do 2º turno, ele vem de uma forma oportunista querer fazer um movimento achando que isso vai dar voto para ele”, declarou na ocasião.
Ao justificar a mudança de posição, Flávio afirmou que a maioria dos trabalhadores brasileiros deseja o fim da escala 6×1. O candidato também defendeu que o governo compense as empresas pelos custos adicionais da redução da jornada.
