8/1: mineiro que exibiu bastão tomado de policial vira réu no STF

Morador da Zona da Mata de Minas teria tomado à força bastão de um policial e gravado vídeo durante os atos de 8/1; STF recebeu denúncia

atualizado

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Wey Alves/Especial Metrópoles
Invasão 8 de janeiro
1 de 1 Invasão 8 de janeiro - Foto: Wey Alves/Especial Metrópoles

Belo Horizonte — O mineiro Antônio Carlos de Freitas, morador de Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata, se tornou réu após ser denunciado por participar dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A acusação foi aceita pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

O julgamento ocorreu no plenário virtual da Corte. Os ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes, pelo recebimento da denúncia.

Com a decisão, foi instaurada ação penal contra Antônio Carlos pelos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Segundo o relatório da Polícia Federal (PF), o mineiro viajou de Minas Gerais para Brasília no início de janeiro de 2023 e participou ativamente da invasão às sedes dos Três Poderes. A investigação aponta que ele entrou em confronto corporal com policiais, foi atingido por balas de borracha e tomou à força um bastão operacional de um militar durante os ataques.

A PF afirma ainda que o investigado subiu a rampa lateral do Congresso Nacional e registrou vídeos em meio aos atos. Em uma das gravações anexadas ao processo, ele aparece comemorando ter ficado com o equipamento policial após ser baleado com munição menos letal.

“Olha quem saiu com o bastão na mão”, diz o investigado em um dos vídeos citados na decisão.

As imagens analisadas pela PF mostram Antônio Carlos usando camisa e boné amarelos, enrolado em uma bandeira do Brasil, enquanto registrava e comemorava a invasão dos prédios públicos. Em outro vídeo, segundo o processo, ele grava manifestantes atirando pedras e paus contra policiais em frente ao Palácio do Planalto e incentiva os invasores gritando: “Ninguém tem permissão para recuar, em cima”.

De acordo com o STF, a identificação dele foi confirmada por perícia de comparação facial realizada pela Polícia Federal. O laudo apontou que Antônio Carlos era a pessoa retratada nas gravações anexadas ao inquérito.

Denúncia anônima

A investigação teve início após denúncia anônima enviada à plataforma do governo federal em agosto de 2025. O denunciante informou que o mineiro havia participado dos atos golpistas e compartilhado vídeos nas redes sociais.

Em depoimento à PF, Antônio Carlos admitiu ter estado em Brasília no dia 8 de janeiro e ter subido na lateral do Congresso Nacional, mas negou confrontos diretos com policiais. Disse que participou da manifestação “como expectador” e alegou que o bastão mostrado nas imagens pertencia a outro manifestante.

No voto pelo recebimento da denúncia, Alexandre de Moraes afirmou que há “justa causa” para a abertura da ação penal, com elementos mínimos de materialidade e indícios razoáveis de autoria.

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