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De Tom Jobim a Kurt Cobain: Caetano Veloso desvendou a música global

Do tango argentino ao rock de Seattle, Caetano usou a bossa nova e a tropicália para reinterpretar os maiores standards do mundo

atualizado

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Caetano Veloso
1 de 1 Caetano Veloso - Foto: Foto: Getty Images

Caetano Veloso sempre demonstrou uma faceta de exímio intérprete, capaz de catar pérolas do cancioneiro popular mundial e transformá-las, ressaltando a beleza da canção — um ensinamento do mestre João Gilberto. Essa habilidade se manifestou intensamente em álbuns dedicados a releituras de músicas estrangeiras.

Em 1994, Caetano lançou “Fina Estampa”, atendendo a um desejo antigo. A gravadora sugeriu que ele gravasse os sucessos em espanhol, mas Caetano preferiu selecionar canções hispano-americanas que estavam na memória afetiva desde os anos 1940 e 1950.

O resultado foi uma antologia de tangos, rumbas, boleros e guarânias, interpretando autores cubanos, argentinos, mexicanos e outros.

Essa investida internacional foi repetida em “A Foreign Sound” (2004). A obra, que nasceu de uma ideia abortada durante o exílio em Londres, traz Caetano como intérprete de músicas estrangeiras anglo-americanas. O produtor Bob Hurwitz insistiu que Caetano era a única pessoa que poderia gravar Cole Porter e Bob Dylan no mesmo álbum.

O repertório de “A Foreign Sound” é variado, incluindo standards de George Gershwin, Duke Ellington e Stevie Wonder, além de uma surpreendente inclusão de Kurt Cobain.

Na época do lançamento, Caetano ressaltou que os norte-americanos fazem as melhores canções do mundo, mas ele as interpretou à própria maneira, “inserindo bossa nova e tropicália nesse caldo”.

A capacidade de Caetano de se apropriar de canções de outros autores é um dos grandes trunfos da discografia. No álbum “Qualquer Coisa” (1975), por exemplo, ele fez releituras de canções dos Beatles, destacando a potência melódica de três músicas mais associadas a Paul McCartney, com a suavidade de arranjos delicados de violão.

Seja cantando o tango “Cuesta Abajo” de Carlos Gardel em “Totalmente Demais” (1986) ou a versão inesquecível de “Mano a Mano” em “Circuladô Vivo” (1992), Caetano sempre mostrou que a arte transcende as fronteiras geográficas e de gênero. No Estilo Brasil, o público irá a um encontro com a versatilidade de Caetano, no dia 11 de dezembro.

Compre seu ingresso

O Festival Estilo Brasil é apresentado pelo Banco do Brasil Estilo, com patrocínio do governo federal e dos cartões BB Visa, e realização do Metrópoles, com produção da Oh! Artes.

Programação

Caetano Veloso
11 de dezembro

Liniker
14 de dezembro

Festival Estilo Brasil

Local: Ulysses Centro de Convenções
Ingressos: Bilheteria Digital

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