Três meses após fechamento de hospital de campanha, Saúde ainda não retirou materiais do Mané
De acordo com a pasta, aparatos deixados não são do patrimônio, serão retirados e redistribuídos para outras unidades da rede pública
atualizado
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Mais de três meses após o encerramento das atividades, o local onde funcionou o hospital de campanha ainda mantém aparatos da estrutura esquecidas nas dependências do Estádio Nacional Mané Garrincha. São divisórias, portas, réguas para instalação de oxigênio e tubos de cobre para ar comprimido, por exemplo, que até hoje permanecem na principal arena esportiva do Distrito Federal.
Documento obtido pelo Metrópoles relaciona pelo menos 34 itens ainda não recolhidos da antiga estrutura e que devem ser reaproveitados em outras unidades da rede pública, conforme prevê o contrato emergencial com a empresa Contarpp Engenharia Ltda e que custou aos cofres públicos R$ 5.092.313,27. O hospital de campanha foi equipado com 197 leitos, sendo 173 de enfermaria para adulto, 20 de suporte avançado e quatro de emergência.
“Considerando consolidação das demandas conforme planilha de distribuição constante no despacho, nos é informado que ainda constam materiais para retirada como divisórias e piso vinílico em quantidade não informada no local onde funcionou o Hospital de Campanha do Estádio Mané Garrincha. Solicitamos o apoio dessa diretoria quanto a disponibilização de carro e auxiliares para efetivarmos a logística de transporte dos materiais existentes tendo em vista a urgência para conclusão da desmobilização”, reforça o memorando interno.
Para a construção da unidade de referência, uma área de aproximadamente 6 mil m² dentro do Mané Garrincha passou por readequação para abrigar o Hospital de Campanha. À época, a Secretaria de Saúde do DF informou que os leitos foram ocupados por pacientes que tiveram alta da unidade de terapia intensiva (UTI) e precisavam se recuperar antes de voltar para casa.
Durante cinco meses, fizeram parte da equipe do Mané Garrincha 129 médicos e 647 enfermeiros, além de diversos outros profissionais, como técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas e profissionais administrativos não-assistenciais que atuaram na logística, transporte, alimentação e segurança. No encerramento das atividades, o secretário Osnei Okumoto afirmou que os materiais teriam destinação prevista.
“Foi feito um mapeamento de áreas que mais precisam e, em breve, iremos fazer esta transferência”, disse à época.
O que diz a Secretaria de Saúde?
Procurada, a Secretaria de Saúde informou que os materiais que permanecem nas dependências do Estádio Nacional de Brasília não são “patrimoniados” (divisórias, pisos, drywalls, etc).
“Os equipamentos da unidade, como dito anteriormente, serão distribuídos nos hospitais da Rede de Saúde. A pasta já está organizando a retirada destes materiais do local”.

























