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Janela Indiscreta

Senado avalia agravar penas para crimes sexuais cometidos por médicos

Projeto de Alessandro Vieira também inclui outros profissionais de saúde na lista de possíveis autores de estupros, por exemplo

11/07/2022 18:34
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Foto colorida mostra fachada do Senado

Com a repercussão do caso do médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, que estuprou uma grávida durante a cirurgia de cesariana, no Hospital da Mulher de Vilar dos Teles, em São João de Meriti (RJ), o Senado Federal pode acelerar a análise de um projeto de lei que agrava a pena para crimes sexuais cometidos por profissionais da saúde.

Ministério pede “punição exemplar” a médico que estuprou grávida no RJ

Desde 2019, a proposta do senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) tramita na Casa e prevê aumento de pena de 1/3 até a metade para o profissional de saúde que praticar crime contra a dignidade sexual no exercício da função.

O senador alega que o Ministério da Saúde não tem nenhum protocolo destinado aos serviços brasileiros com recomendações para prevenir abusos em suas dependências ou como receber e lidar com denúncias contra seus funcionários.

“Com essa providência, pretendemos coibir e, consequentemente, inibir essa prática covarde e perversa que afeta milhares de pessoas que procuram os serviços de saúde no Brasil”, justifica.

Embora uma norma técnica e uma lei estabeleçam parâmetros para o atendimento de vítimas de violência sexual, os textos não têm protocolos específicos para os casos de pessoas abusadas nos serviços que deveriam atendê-las. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também não dá orientações nesse sentido.

“É inaceitável o que o médico fez com essa mulher durante o parto. É ultrajante! Nojento! E precisa ser punido de forma rápida, dura e exemplar” afirma, sobre o caso que tomou conta do noticiário nacional.