Ex-senador, Gim desiste de candidatura e adia retorno à política

Gim Argello chegou a ser convidado por Pablo Marçal, presidenciável do Pros, a disputar a vaga, mas foi desencorajado por familiares

atualizado 17/08/2022 18:22

O ex-senador Gim Argello (Pros) desistiu de se candidatar ao Senado Federal e adiou o retorno ao cenário político do Distrito Federal para 2026. O ex-parlamentar confirmou a decisão nesta quarta-feira (17/8).

Gim havia anunciado ao Metrópoles, em 1º de abril, que disputaria a cadeira na Casa Legislativa a convite do coach Pablo Marçal, que chegou a ser lançado candidato do Pros ao Palácio do Planalto.

Contudo, um revés jurídico alterou o comando da sigla, que decidiu desistir do nome próprio e apoiar a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Eu estava preparado para o projeto, mas sempre coloco em primeiro lugar a minha família, que pediu para que eu esperasse até 2026. E assim vai ser: serei candidato ao governo do DF ou ao Senado”, disse.

Gim assumiu o mandato com a renúncia de Joaquim Roriz e foi um dos mais articulados senadores da base de apoio da então presidente Dilma Rousseff (PT).

Anulações

No início de fevereiro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou uma condenação contra o ex-senador brasiliense no âmbito da Operação Lava Jato e decidiu que o foro competente para julgar os processos contra o ex-petebista é a Justiça Eleitoral.

Na prática, o entendimento tornou o ex-senador elegível para as eleições deste ano. A decisão foi da Quinta Turma da Corte.

O ex-congressista chegou a ficar preso durante três anos, em Curitiba, mas após um indulto assinado pelo ex-presidente Michel Temer (MDB) conseguiu deixar a cadeia em junho de 2019.

O político havia sido condenado a 11 anos e 8 meses por supostamente cobrar propinas durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras.

A decisão que deu a elegibilidade a Argello se assemelha ao que ocorreu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando teve as condenações proferidas pelo ex-juiz federal Sergio Moro anuladas por vícios processuais.

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