Com baixo estoque, Ministério da Saúde negocia Coronavac com Butantan

Por enquanto, a campanha para crianças de 3 a 5 anos usará doses remanescentes de etapas anteriores da vacinação contra a Covid-19

atualizado 18/07/2022 15:01

Prédio do Ministério da Saúde na Esplanada dos Ministérios em Brasília/DF Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Ministério da Saúde informou, nesta segunda-feira (18/7), ter iniciado tratativas com o Instituto Butantan para a compra de mais doses da vacina Coronavac.

O posicionamento ocorreu após o Metrópoles divulgar que o baixo estoque do imunizante limitará a primeira fase da nova campanha, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter autorizado o uso para crianças de 3 a 5 anos.

Secretarias estaduais, municipais e do Distrito Federal foram orientadas a iniciar o novo ciclo com os estoques existentes de Coronavac resultado das sobras de outras fases da campanha de combate à Covid-19.

“A pasta recomenda que seja utilizado os estoques existentes nos estados e municípios. No entanto, o Ministério da Saúde segue em tratativas para aquisição de novas doses. A decisão será formalizada em nota técnica aos estados, bem como o cronograma de entrega de doses adicionais”, afirmou em nota encaminhada ao Metrópoles.

A Coronavac é produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Essa foi a primeira vacina a ser usada no Brasil. Em janeiro deste ano, a Anvisa concedeu autorização para o uso ao público de 6 a 17 anos.

Instituto Butantan cobra inclusão da Coronavac para crianças no PNI

Fabricação parada

Como a vacina ainda não foi incorporada ao Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, e não houve demanda para mais fabricação, a produção está parada no Butatan.

“Todos os imunobiológicos fabricados pelo Instituto são produzidos por encomenda. Para falarmos sobre produção e prazos precisamos que, incorporada a Coronavac ao PNI, o Ministério da Saúde diga quantas doses da vacina serão necessárias”, explicou o instituto.

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