Cidadania reage e provoca Izalci a apresentar alianças do PSDB no DF

Federado com PSDB, o partido alega que ainda não houve indicação tucana para a formação do colegiado local e marcou reunião para o dia 30

atualizado 24/06/2022 18:16

Montagem votação e pronunciamento do candidato a presidente da república do PSDBIgo Estrela/Metrópoles

O diretório do Cidadania no Distrito Federal convocou, nesta sexta-feira (24/6), a regional do PSDB para o primeiro encontro da federação entre os dois partidos. A reunião está marcada para a próxima quinta-feira (30/6).

O ato é uma reação a uma recente manifestação do comando nacional tucano sobre a intenção de fazer do senador Izalci Lucas, presidente do PSDB-DF, o coordenador em Brasília do novo colegiado durante as eleições deste ano.

“Diante da proporção obtida pelos partidos na eleição de 2018 para deputado federal, fica claro que na composição, de 11 (onze) membros do Colegiado Distrital, 8 (oito) são indicados pelo Cidadania e 3 (três) pelo PSDB, com a respectiva indicação de 2 (dois) e 1 (um) suplentes, respectivamente”, registra o documento do partido.

O documento encaminhado ao senador indica que, até o momento, o PSDB não indicou nenhum integrante da federação e, caso não o faça, a reunião ocorrerá sem a presença dos tucanos. No mesmo ofício, o Cidadania alega ter feito a indicação na quarta-feira (22/6) e notificado o tucano um dia após.

O mesmo documento contesta a sustentação do PSDB local de que os tucanos coordenariam a federação partidária no Distrito Federal.

“Causou maior espécie ainda o fato de dezenas de pessoa, quiçá centenas, terem recebido diretamente de V.Exa. comunicado em grupos de WhatsApp e mesmo por encaminhamento individual direto, no sentido de que ‘O presidente nacional da Federação PSDB/Cidadania, Bruno Araújo, decidiu que o Colegiado Nacional da Federação dá todos os poderes para o senador Izalci’ e de que ‘esta decisão já está em vigor e reforça a autoridade do presidente Regional do PSDB, e líder do partido no Senado, Izalci Lucas’, o que, permita-se ponderar, não encontra nenhuma sustentação na realidade fática ou jurídica”, frisa.

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Interesse unilateral

O texto também lembra que “a federação tem por objetivo a atuação política conjunta dos partidos federados, como se um único partido fosse” e critica uma “eventual imposição de vontades pessoais ou interesse unilateral”, que violaria “por inteiro o cerne da justificativa, motivação e sentido finalístico da constituição da federação”.

Para a referida reunião, o Cidadania cobra de Izalci a apresentação de partidos sondados para uma futura aliança com a federação e os projetos políticos.

“Para promoverem a análise da conjuntura política local e possíveis chapas proporcionais e majoritárias da federação, visando a implementação de estratégia conjunta de atuação, com proposição de que cada Partido apresente suas indicações para cargos majoritários e proporcionais, nesse caso observada a proporção definida no Estatuto da Federação, sendo recomendável que cada Partido dê indicativo de como pretende formar a chapa majoritária e indique quais Partidos estão sendo considerados para respectivo apoiamento e formação de coligações, com o fito de avaliação da perspectiva de probabilidades eletivas, a ser levada ao Colegiado Nacional”.

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Veja o documento:

Notificação Cartorial by Metropoles on Scribd

Entenda o caso

Embora tenham firmado a federação nacional, o PSDB e o Cidadania não se entendem na capital da República. De um lado, o senador tucano Izalci Lucas tenta ganhar a presidência local do colegiado para referendar o próprio nome na disputa pelo Palácio do Buriti.

Por outro lado, a deputada Paula Belmonte ventila a possibilidade de concorrer ao governo do Distrito Federal (GDF) e avalia que a candidatura do colega congressista estaria sendo imposta, e não construída por todos os personagens.

As diferenças entre os dois posicionamentos chegou aos grupos de WhatsApp, onde os envolvidos na questão passaram a discutir abertamente sobre os argumentos de cada um.

 

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