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Janela Indiscreta

Após briga entre políticos, TCB perderá R$ 4,5 milhões do orçamento

Recurso foi destinado por emenda parlamentar de Rodrigo Delmasso, que anunciou fim da parceria política com o presidente da estatal

29/01/2018 05:21, atualizado 29/01/2018 09:50
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Michael Melo/Metrópoles
Homem de terno, com os dedos para o alto, falando em microfone

A Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) perderá pelo menos R$ 4,5 milhões no orçamento previsto para este ano. O valor é referente à emenda do deputado distrital Rodrigo Delmasso (Podemos), que destinou o recurso para o projeto Mais Acessível, anunciado na segunda-feira (22/1) pelo Metrópoles.

A mudança de planos partiu do próprio distrital, que informou à coluna ter outros destinos para a verba parlamentar. Na verdade, a decisão é resultado do fim da aliança política entre o deputado e o presidente TCB, André Brandão. A ruptura da aliança ocorreu após a coluna noticiar o encontro entre o atual presidente da estatal e o ex-governador José Roberto Arruda (PR). Na reunião, Brandão anunciou a intenção de concorrer a uma vaga para a Câmara Legislativa, fato que contraria os interesses de Delmasso.

Arruda é adversário político do atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB), a quem Brandão é subordinado. Em conversa com a coluna, Rodrigo Delmasso (na foto, em destaque) disse já ter comunicado a desavença ao chefe do Executivo local e que não tem mais “responsabilidade” sobre o ex-aliado na estrutura do governo. Brandão foi indicado para o GDF pelo distrital.

Com o fim da parceria, os agora dois adversários passam a ser também concorrentes. Delmasso tentará a reeleição, fato que tornou inevitável a permanência da aliança política entre eles.

Procurado pela reportagem, o Palácio do Buriti disse desconhecer a realocação da emenda, mas “espera que ele [o deputado Rodrigo Delmasso] não faça isso”.

Mobilidade executará emenda
Com a publicação da nota, o distrital entrou em contato com a coluna para reforçar a decisão do remanejamento do valor, e que pedirá para que o projeto seja executado pela Secretaria de Mobilidade. A ressalva é para não “prejudicar beneficiários com o possível fim do projeto”.