Requentar comida faz mal? Veja quais alimentos oferecem risco
Nutricionista explica quando o hábito é seguro e quando pode prejudicar a saúde. Alguns pratos comuns do dia a dia exigem atenção redobrada
atualizado
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Reaproveitar a comida do dia anterior parece uma solução prática e econômica. Mas o que muita gente não sabe é que o hábito de requentar alimentos pode, em alguns casos, representar riscos à saúde, dependendo do tipo de comida e da forma de aquecimento.
Em entrevista ao MinhaVida, a nutricionista Eleonora Galvão, do Instituto Nutrindo Ideais, explicou que consumir alimentos reaquecidos não é, por si só, prejudicial. “O problema surge quando não há cuidado com armazenamento, temperatura e método de aquecimento”.
Segundo a especialista, um dos principais efeitos do reaquecimento é a perda de nutrientes sensíveis ao calor, como a vitamina C e algumas vitaminas do complexo B. Outros nutrientes, como proteínas e minerais, tendem a ser mais estáveis e sofrem menos alterações. Ainda assim, o impacto nutricional pode variar conforme o alimento e a intensidade do calor aplicado.
Outro ponto de atenção está nas gorduras. “Alimentos mais gordurosos, quando reaquecidos, podem sofrer oxidação lipídica, formando compostos que, se consumidos com frequência e ao longo do tempo, podem trazer prejuízos ao organismo”, contou.
Para reduzir riscos e preservar ao máximo os nutrientes, Eleonora Galvão recomenda métodos de aquecimento mais suaves. Banho-maria e forno a vapor são considerados opções mais seguras, pois evitam o superaquecimento, mantêm a umidade dos alimentos e reduzem a degradação nutricional.

Quais alimentos oferecem risco?
De acordo com a nutricionista, alguns alimentos não são boas opções para o reaquecimento, seja pelo risco de proliferação bacteriana ou pela formação de substâncias potencialmente nocivas.
Ovos, por exemplo, podem favorecer o crescimento de bactérias como a Salmonella quando reaquecidos de forma inadequada. Além disso, alterações na estrutura das proteínas podem causar desconforto digestivo.
O frango também exige atenção. Reaquecer a carne mais de uma vez pode dificultar a digestão e, se a temperatura não atingir níveis seguros, permitir a multiplicação de microrganismos como Salmonella e Campylobacter.
Já o arroz representa um risco silencioso. Se permanecer muito tempo fora da geladeira antes de ser refrigerado, pode desenvolver esporos da bactéria Bacillus cereus, que resistem ao calor e não são eliminados no reaquecimento.
Vegetais folhosos como espinafre, acelga e alface também entram na lista. Eles possuem altos níveis de nitratos que, ao serem reaquecidos, podem se transformar em compostos associados a riscos à saúde quando consumidos com frequência.
Peixes e frutos do mar, além de perderem textura e sabor, podem favorecer a proliferação de bactérias perigosas se não forem armazenados e aquecidos corretamente.














