Dia da Nutella: sucesso global é cercado de polêmicas; entenda
Celebrada nesta quinta (5/2), a Nutella faz sucesso absoluto, mas carrega polêmicas que vão do uso do óleo de dendê ao impacto ambiental
atualizado
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No Dia Mundial da Nutella, comemorado nesta quinta-feira (5/2), fãs celebram o creme de avelã mais famoso do planeta. Mas, por trás do rótulo icônico e das campanhas afetivas, a marca também é alvo de críticas recorrentes que colocam o produto no centro de debates ambientais e nutricionais.
A maior polêmica da Nutella é o uso do óleo de dendê, internacionalmente chamado de óleo de palma, ingrediente essencial para a textura do produto. Ambientalistas apontam que a produção desse óleo está ligada ao desmatamento de florestas tropicais, perda de biodiversidade e aumento das emissões de carbono.
A marca afirma utilizar apenas óleo de palma certificado como sustentável, mas críticos questionam a eficácia dessas certificações e dizem que elas não eliminam os impactos ambientais.

“Ambientalmente insustentável”
Além disso, o aquecimento global ameaça a produção da palma, já que o cultivo depende de condições climáticas estáveis. Ondas de calor, secas prolongadas e mudanças no regime de chuvas podem reduzir drasticamente a produtividade nos próximos anos.
Ou seja: o ingrediente, que hoje impulsiona a indústria, pode se tornar mais caro, escasso e ambientalmente insustentável.
Muito açúcar, pouca avelã
Outra crítica frequente está relacionada à composição nutricional. Apesar da imagem ligada ao café da manhã, a Nutella é composta majoritariamente por açúcar e gordura, com uma quantidade relativamente pequena de avelã. Especialistas alertam para o consumo excessivo, principalmente entre crianças.
Mesmo com todas as polêmicas, a Nutella segue como um fenômeno global. O Dia da Nutella se tornou mais do que uma comemoração; é também um convite à reflexão sobre consumo consciente e informação alimentar. Porque, no fim, o pote pode ser doce — mas o debate é “bem amargo”.
