Jornalista se dedica a procurar pelo Brasil o pão de queijo perfeito

Tomaz de Alvarenga mantém blog onde registra impressões sobre todas as suas degustações desse quitute mineiro em diferentes cidades

atualizado

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Tomaz de Alvarenga
1 de 1 Tomaz de Alvarenga - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Nascido e criado em Belo Horizonte, o jornalista Tomaz de Oliveira, 37 anos, cresceu comendo o pão de queijo preparado pela mãe, Débora. Mineira de Itabira, ela aprendeu a receita com a avó de Tomaz; essa, por sua vez aprendeu com a bisavó do rapaz, e assim por diante…

Adulto, o jornalista manteve um acentuado interesse em experimentar e avaliar os pães de queijo que comia pelos cafés, lanchonetes e botecos da vida. Até que, por sugestão de um amigo, acabou criando um blog para registrar suas impressões.

No ar desde 2012, Na Busca Pelo Pão de Queijo Perfeito tem, até agora, avaliações do pãozinho servido em diferentes estabelecimentos de 24 cidades, incluindo Buenos Aires, Argentina. Vale tudo. Desde aquele do vendedor ambulante ao de uma lanchonete chique de aeroporto.

Não viajo somente para provar pães de queijo, mas, toda vez que viajo, a primeira coisa que faço ao chegar à cidade é comer um pão de queijo

Tomaz de Alvarenga, jornalista

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Melhores e piores de Brasília
Nas andanças, Tomaz descobriu curiosidades. O chipá paraguaio, que ele comeu em Buenos Aires, por exemplo, é incrivelmente semelhante ao quitute mineiro. Já em Natal (RN)… “Pedi um pão de queijo e o atendente perguntou se eu queria ketchup e maionese. Fiquei: ‘Como assim?!!’ (risos)”

Ele lamenta que no Distrito Federal a maioria dos locais sirva pães de queijo industrializados. Aqui, encontrou os melhores (classificados no blog com “5 laricas”) no Posto BR Mania (Sudoeste), nos supermercados Super Maia e Veneza (ambos no Cruzeiro) e na Vitamina Central (506 Sul). “São bons, mas os caseiros geralmente são melhores. Em Minas, existem as receitas de família e seus segredos”, compara.

Os piores (“1 larica”)? Na Casa do Pão de Queijo (Terraço Shopping), na Panificadora Bonanza (Cruzeiro), na Pastelaria Viçosa (Rodoviária do Plano Piloto) e na Revista e Café Buriti (em frente ao Palácio do Buriti).

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Questão de sorte

Claro que a avaliação pode mudar numa segunda visita. Afinal, devem ser considerados fatores como, por exemplo, se o pão é novo. “Muita gente questiona o ranking. Diz que foi lá, comeu e não gostou. Uai, mas é o papo da sorte, da ocasião. Às vezes dei sorte mesmo e pode acontecer o oposto”.

Mas vamos, afinal, saber como seria o tal pão de queijo perfeito. “Tem que ser suculento sem ser chiclete, ter massa, sabor. Não pode ter o amargor do polvilho. Precisa ter sido feito recentemente, não ser oleoso, não esfarelar e não ser ser queimado embaixo”, descreve o expert.

Até agora, no entanto, Tomaz não encontrou essa perfeição. “E tomara que não encontre, senão a existência do blog perde o sentido (risos)”. O mais próximo disso, segundo ele, é o do Roselanche, que fica na BR-040, em Barbacena (MG).

“É caseiro, único. Ele é irregular, todo deformado e tem um sabor incrível. Ainda não comi um melhor”, garante.

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