Jogador de futebol troca a bola por bombons e descobre o sucesso
Hoje dono de uma requisitada empresa de doces de festas, Alexandre Ferreira chegou a vender bombons em coletivos ao mesmo tempo que jogava no Vitória (BA)
atualizado
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Alexandre Ferreira bem que tentou seguir o sonho de ser jogador de futebol. Profissionalmente, atuou no Gama (DF), no Paraná Clube (PR), no Holanda (AM) e no Vitória (BA). Mas, num desses revezes do destino, conheceu dona Kátia, mãe de um colega de campo, e se interessou em aprender a fazer os bombons deliciosos que ela fazia.

“Eu não tinha noção nenhuma de gastronomia. Mas, quando fiz e levei para meus companheiros de clube e outros amigos provarem, eles gostaram muito. Aí passei a fazer e distribuir para outros revenderem. Até o dia que vi os negócios crescendo de uma forma muito maior do que minha carreira como jogador de futebol”, conta.
Na época em que jogava no Vitória, Alexandre chegou a vender os doces dentro de ônibus, entre um treino e outro. Por isso, não pensou duas vezes. Abriu mão da carreira de atleta e passou a se dedicar aos bombons. Buscou saber mais sobre o assunto em livros, internet e dicas de conhecidos e da mãe até chegar a cursos profissionalizantes de chocolateria e pâtisserie.
Esqueceu mesmo da bola quando, já de volta a Brasília, começou a se especializar no ramo de casamentos, festas e eventos corporativos. “Aí me apaixonei por esse novo mundo”, diz ele, hoje dono da Aguimar Ferreira Bombons — o nome da empresa é uma homenagem aos pais, Aguimar e Manoel Ferreira.
Adoçando a Festa do Rei
Na semana passada, a Aguimar Ferreira teve que atender a uma encomenda da Embaixada da Bélgica para Festa do Rei, uma tradição daquele país. Alexandre usou, claro, o legítimo chocolate belga para criar doces como o brownie belga (feito com chocolate belga ao leite 33% e cacau 100%) e a trufa feuilletine (ganache belga banhada com chocolate meio amargo e cristais).

Mas em suas criações também entra matéria-prima 100% brasileira, como pequi, caipirinha, umbu, murici, cajá, mangaba. “Para as Olimpíadas, vamos lançar algumas novidades, como os bombons de:maracujá com vodka, gengibre, gojiberry, pistache com chá verde, brownie, maçã verde e gergelim”, anuncia.
O sucesso dos bombons de Alexandre, porém, não se deve somente aos sabores. Uma técnica usada por ele os diferencia: “Lançamos uma linha de chocolates personalizados, em que imprimimos diretamente no chocolate, sem a utilização de papel arroz, pasta americana ou qualquer película. A pessoa degusta nosso bombom como se não houvesse nenhum impresso, igual a um chocolate comum”.
Ele também atribui o crescimento do negócio à parceria com o chef Ricardo Arriel, seu mentor, profissional renomado na área. É no bate-bola com Arriel que ele encontra novas ideias para lançar novidades. Cada vez que chega a uma nova técnica, como o veludo de chocolate ou diferentes texturas, Alexandre sente como se fizesse um gol.
