Aleatório Galeria e Bar leva charme à 408 Norte
Misto de bar e galeria, bar capricha no visual e no menu de petiscos e drinques
atualizado
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Em uma quadra tomada por bares é difícil inovar e criar uma proposta diferente. Bem, era difícil. No sábado (12/9), o Aleatório Galeria e Bar chegou para provar que é possível apresentar algo novo mesmo com uma vizinhança cercada por fórmulas bem-sucedidas. Provou, ainda, que criatividade e clima de botequim podem caminhar lado a lado, basta uma dose de ousadia e mais um punhado de criatividade.
Por trás da iniciativa estão três cabeças a mil por hora: a de um publicitário, a de uma produtora cultural e a de um mestrando em Relações Internacionais na UnB. A essência colaborativa está entranhada na alma da casa. Começou com a identidade visual, em um concurso para designers no Facebook. Os artistas foram convidados a pensar em projetos para a marca e o vencedor, Daniel Tits, ganhou a disputa. Hoje é ele quem assina a identidade visual do bar. A força colaborativa foi parar também no menu, com sugestões de petiscos e drinques partindo dos futuros clientes a pedido dos proprietários.
A vertente de galeria está presente em todos os cantos. Tudo ali exposto está à venda e artistas da cidade podem vender suas obras nos nichos disponíveis para aluguel. A ideia é que o local sirva de espaço também para exposições. “O conceito de bar e galeria será equilibrado no espaço. Esperamos que as pessoas apareçam pelos dois motivos e que, apesar do conceito, nenhum dos dois se sobressaia”, explica Allan Alves, um dos sócios. Alves costuma chamar a região da 408 Norte de “Baixo Asa Norte”, em referência ao Baixo Gávea e a outros redutos boêmios.

Elaborado por Felipe Meira, o cardápio abraça todos os paladares. Um exemplo é o hambúrguer de alcatra com bacon, alface, tomate, cebola caramelizada e maionese temperada (R$ 28), servido com papas bravas, ideal para fomes arrebatadoras. Os vegetarianos também foram contemplados. O menu apresenta uma porção de cogumelos salteados, que acompanha molho feito à base de manteiga e alho (R$ 27). Todos os pedidos da cozinha são servidos em pratos e tigelas feitas pelo ceramista Davi Ferraz, vizinho do bar.

Com mais de 20 rótulos de cervejas especiais no cardápio, o bar não desprezou as geladas que têm mais apelo do público, como a Original e a Serramalte, ambas vendidas a R$ 10, a garrafa de 600 mililitros. Drinques clássicos e uma seleção de coquetéis exclusivos completam a carta de bebidas. Nessa lista entra a caipidura (foto no alto). Para fazer essa caipirinha, o barman troca a água por caldo de cana, o açúcar por rapadura e usa cachaça Nega Fulô no preparo. Na borda, uma fileira de açúcar mascavo dá ainda mais brasilidade à bebida. E por falar em Brasil, quem ganhou uma versão brasileira foi o mojito. Na casa, a bebida é feita com Jurupinga no lugar do rum.
408 Norte, Bloco E, subsolo, Asa Norte. Terça, das 18h à 1h; de quarta a sábado, das 18h às 2h. Cartões: Maestro, Master, Visa Electron e Visa. Tem wi-fi. Há programaçao musical de quarta a sábado. Site.
Fotos: Daniel Ferreira/Metrópoles
