Além do tim-tim: as tradições para entrar no ano com o pé direito

Neste último dia do ano, avaliamos o que foi realizado no ano anterior, agradecemos e fazemos reflexões sobre a vida de olho no futuro

Giovanna Bembom/MetrópolesGiovanna Bembom/Metrópoles

atualizado 02/01/2020 18:47

Nada melhor para começar o ano novo do que um feriado nacional, 1º. de janeiro, o dia oficial da ressaca. Diz-se que foi o Imperador romano Júlio César, que fixou a data como o “dia do ano-novo” em 46 a.C. Como esse dia era dedicado a Jano, o deus dos portões, o mês recebeu o nome de janeiro em sua homenagem.

O deus Jano tinha duas faces, uma virada para frente, visando o futuro e a outra, virada para trás, observando todo o passado. E é assim que ficamos no dia da virada do ano, no Reveillon, olhando para trás, contabilizando o que realizamos no ano anterior, agradecendo e fazendo reflexões sobre a vida. E, olhando para a frente, elaborando nossa lista de resoluções de ano-novo e renovando as esperanças.

Foto/Reprodução

Na minha contabilidade própria, neste ano que se encerra, além de iniciar este canal de comunicação, que é a coluna Vinho & Outras Histórias, ministrei aulas na ABS-DF, participei do Júri do Brinda Brasil, realizei 13 cursos e 10 jantares harmonizados. Com destaque para os temáticos:

• Sabores da Culinária Asiática – Jantar com um toque tailandês, vietnamita e indiano;
• A última ceia do Titanic;
• À mesa com Monet;
• Comer e beber com Eça de Queiroz;
• As festas de Frida Kahlo e Diego Rivera – Um jantar mexicano.

A palavra Réveillon vem do verbo francês “réveiller”, que significa “acordar”; surgiu no século XVII, entre a nobreza francesa, e se referia aos jantares que iam até depois da meia-noite, na véspera de datas importantes, quando não se queria dormir. No Brasil, os primeiros Réveillons foram realizados na corte de Dom Pedro II.

São muitas as tradições destinadas à boa sorte e a entrar o ano com o pé direito. Não custa nada fazer algumas para garantir.

• Para ter sucesso e longevidade, dê, à meia-noite. uma mordida numa maçã bem vermelha.
• A romã é símbolo de fartura e fertilidade e atrai riquezas, também à meia noite, coloque de 3 a 7 sementes na boca pedindo dinheiro no ano seguinte. As sementes devem ser guardadas, durante todo o ano, dentro da carteira e envoltas em papel branco.
• À meia-noite vamos ter de comer muito, serão 12 uvas em 12 segundos, uma para cada mês do ano, assim teremos direito a 12 pedidos que se realizarão até o próximo dia de Ano-Novo. Haja espaço na carteira, as sementes deverão ficar guardadas nela até lá.
• Mais uma para guardar na carteira, 3 folhas de louro irão garantir sucesso e reconhecimento;
• Comer lentilha é sinal de boa sorte e resulta em um ano de fartura.
• O trigo, o pão, simboliza a fartura, a abundância e o desabrochar de todas as possibilidades.
• Frutas secas garantem fartura durante o ano todo.
• O porco significa prosperidade já que anda e fuça para a frente e, animal que faz xixi para trás, empurra o dono para frente.

Tem também as superstições para o que se deve evitar:

• Vamos ficar longe das aves, elas ciscam para trás, ou seja retrocessos e atrasos de vida.
• Frutas e flores com espinhos, já que estes significam sofrimento, dificuldades e entraves.

O lago Paranoá tem umas ondinhas. Não sei se alguém irá nas suas margens para pular sete ondas e renovar as energias com a água, que é fonte da vida, mas tomar sete goles de vinho, na noite do Ano-Novo pode ser feito em qualquer lugar.

Nada melhor que um espumante, a bebida da alegria e do otimismo, ainda mais se for um nacional, que são excelentes. Mas vamos lembrar de não sacudir a garrafa e de a abrir com cuidado, para a rolha não sair voando em busca de algum alvo inconveniente.

Então, neste despertar do ano, desejo a todos os leitores e suas famílias um feliz Ano-Novo.

Foto: Arquivo pessoal

 

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