Sheilla se despede do vôlei como bicampeã olímpica em “set final”

Pelo Minas Tênis Clube, a bicampeã olímpica deixa as quadras em um jogo de despedida especial

atualizado 19/08/2022 11:13

Buda Mendes/Getty Images

A carreira de uma das maiores jogadoras de vôlei do Brasil chega ao fim nesta sexta-feira. Sheilla Castro, de 39 anos, se despede do esporte nesta noite (19/8), no “set final” de uma trajetória vitoriosa. Pelo Minas Tênis Clube, a bicampeã olímpica deixa as quadras em um jogo de despedida especial, com a presença de participantes ilustres que a acompanharam ao longo dos anos.

Desde 2021, a oposta ensaiava uma despedida das quadras, que aconteceu em abril deste ano. Pela seleção brasileira, ela deu adeus na Liga das Nações. Em sua última passagem pelo Brasil, no Minas, integrou a comissão técnica da equipe, ainda como atleta. Para Sheilla, seu jogo de despedida, que acontece na Arena UniBH, às 19h, o evento terá um sabor especial.

“O Minas sempre foi a minha casa e estou muito feliz por ter a oportunidade de jogar na Arena pela última vez, perto da torcida e com grandes amigos em quadra. Fico emocionada só de pensar, então sou muito grata ao Minas por me proporcionar mais este momento tão especial”, afirmou. Agora ex-atleta, ela continuará a integrar a comissão técnica da equipe.

Na despedida, Sheilla será acompanhada de amigos, ex-companheiras e colegas, como Fernanda Garay, Fofão, Macris, Serginho Escadinha e o treinador José Roberto Guimarães, que fizeram parte de sua vida ao longo de sua carreira. A atleta iniciou sua trajetória no vôlei em 1997, no Mackenzie, mas foi no Minas que conheceu seu primeiro título de Superliga, na temporada 2001/02.

No mesmo ano em que foi campeã pela primeira vez, Sheilla integrou a seleção brasileira de vôlei no Campeonato Mundial, em 2002. No ano seguinte, José Roberto Guimarães assumiu o posto no comando técnico, dando início à trajetória vitoriosa de Sheilla e do Brasil no vôlei.

Vinte anos depois de sua estreia na seleção, Sheilla se aposenta com o bicampeonato olímpico, em 2008 e 2012, e com múltiplos títulos de Grand Prix (atual Liga das Nações) e de Superligas. Ela, junto de Fabi, Jaqueline, Fofão, entre outras, marcou o vôlei nacional nas últimas duas décadas e consolidou o esporte como uma das paixões brasileiras.

Ela chegou a tentar disputar sua última Olimpíada em Tóquio, no ano passado, mas foi cortada da lista final de José Roberto, após ter integrado a seleção na Liga das Nações. Sem Sheilla, o Brasil foi derrotado pelo Comitê Olímpico Russo e ficou com a medalha de prata nos Jogos disputados na capital japonesa.

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