Veja principais momentos e curiosidades das Olimpíadas de Inverno 2026

Veja os momentos que foram destaque na edição disputada em Milão-Cortina, na Itália, e reuniu mais de 2.900 atletas

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1 de 1 foto com cor. abertura das olimpíadas de inverno 2026 - metrópoles - Foto: Matthew Stockman/Getty Images

Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, encerrados nesse domingo (23/2), entraram para a história com uma edição marcada por feitos históricos. Realizados pela primeira vez de forma descentralizada em duas cidades principais, Milão e Cortina d’Ampezzo, além de outras regiões como Bormio, Livigno, Anterselva e Val di Fiemme, os jogos reuniram cerca de 2.900 atletas de mais de 90 países em 116 eventos de medalha.

Laila Edwards: Primeira mulher negra a conquistar ouro pela seleção feminina de hóquei dos EUA. A defensora de 22 anos, nascida em Cleveland Heights, fez história dupla: primeiro como a primeira mulher negra a representar os EUA em hóquei no gelo olímpico, e depois ao se tornar a primeira mulher negra a ganhar ouro com a seleção norte-americana.

Isso aconteceu na final contra o Canadá (2-1 na prorrogação). Edwards contribuiu com assistências e pontos decisivos durante o certame. Ela também marcou o primeiro gol de uma mulher negra pela seleção americana em Jogos Olímpicos durante o torneio.

Lucas Pinheiro Braathen: Primeiro ouro e primeira medalha para o Brasil e para a América do Sul nas Olimpíadas de Inverno. O esquiador alpino de 25 anos, nascido na Noruega, mas representando o Brasil (país da mãe), venceu o slalom gigante masculino em Bormio com uma performance dominante.

Foi a primeira medalha de qualquer cor para o Brasil na história dos Jogos de Inverno — e o primeiro ouro para qualquer atleta da América Latina. Ele celebrou com samba na neve e o capacete escrito “Vamos Dançar”, virando ícone instantâneo para o continente.

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Robert Gauthier / Los Angeles Times via Getty Images
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Jonne Roriz/COB

Alysa Liu: quebrou um jejum de 24 anos na patinação artística feminina dos EUA. A atleta conquistou o ouro no individual feminino, acabando com uma seca de 24 anos sem título olímpico para as mulheres dos EUA na modalidade. A última havia sido com Sarah Hughes em 2002.

Seu programa livre ao som de Donna Summer foi marcado por zero nervosismo declarado por ela: “Eu convido a pressão para dentro”.

Itália bate recorde histórico de medalhas: os anfitriões italianos alcançaram 22 medalhas (superando as 20 de Lillehammer 1994), o melhor desempenho nos Jogos de Inverno para o país. Destaque para Lisa Vittozzi, que deu à Itália sua primeira medalha de ouro no biatlo.

Arianna Fontana: igualou recorde italiano de medalhas olímpicas. A velocista de short track Arianna Fontana chegou a 14 medalhas olímpicas na carreira, incluindo prata nos 500 m em 2026, empatando com o lendário esgrimista Edoardo Mangiarotti como a atleta italiana mais condecorada de todos os tempos.

Primeiro ouro no monobob para Elana Meyers Taylor com mensagem em ASL. Aos 41 anos, a americana Elana Meyers Taylor venceu o monobob feminino e, ao cruzar a linha, sinalizou em linguagem de sinais americana (ASL) “Mommy won” para seus dois filhos surdos — um momento emocionante de inclusão familiar.

Queda chocante de Ilia Malinin, o “Quad God”: o favorito absoluto na patinação artística masculina, Ilia Malinin, caiu duas vezes no programa livre e terminou em 8º lugar, quebrando uma sequência de 14 vitórias consecutivas — um dos maiores choques da edição.

 

Mas ele chamou atenção por fazer uma manobra que ficou proibida durante 50 anos em uma competição olímpica.

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