
Técnico do Irã: "Somos a seleção mais oprimida da história da Copa"
Amir Ghalenoei criticou decisão de não permitir que seleção do Irã fique nos Estados Unidos antes e após os jogos da Copa do Mundo

O técnico da seleção iraniana, Amir Ghalenoei, criticou a Federação Internacional de Futebol (Fifa) e os Estados Unidos após o fim da partida que garantiu um empate contra a Nova Zelândia, nesta segunda-feira (16/6). “A seleção iraniana é talvez a mais oprimida da história da Copa do Mundo”, afirmou.
Devido ao conflito entre EUA e Irã, a seleção não recebeu autorização para ficar nos Estados Unidos, apenas para participar dos jogos. Dessa forma, os jogadores e a equipe técnica precisam voltar ao México sempre ao fim das partidas.
“O planejamento da nossa equipe é feito em um lugar, mas a decisão final é tomada em outro. Deveríamos ter vindo para Los Angeles duas noites antes do jogo, mas não permitiram. Nosso plano era ficar aqui esta noite, descansar e voltar amanhã à tarde, mas mesmo assim não permitiram, e eu não sei por quê”, lamentou o técnico.
Após a estreia da seleção iraniana, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, foi conversar com a equipe no vestiário. “Vocês estão escrevendo a história e o mundo inteiro está assistindo vocês. Continuem jogando com seu coração pelo seu povo, sua família e seus amigos. Vocês são mais fortes do que qualquer coisa”, disse aos jogadores.
FIFA President Gianni Infantino visited the Iranian national football team’s dressing room following the Iran-New Zealand match in Group G of the 2026 World Cup.
He praised the players, saying, “You are writing history and the whole world is watching you. Continue to play with⬇️ pic.twitter.com/O9LZk0broy— Hatam Shiralizadeh (@HatamDaddy) June 16, 2026
Estreia do Irã
A partida entre Irã e Nova Zelândia terminou em empate. Rezaeian e Mohebi fizeram para os iranianos, enquanto Just marcou os dois gols dos neozelandeses.
O jogo foi marcado por manifestações políticas, apesar da proibição da Fifa. Iranianos contrários ao regime dos aitolás levaram bandeiras com o leão e o sol, símbolo do Irã até a revolução islâmica de 1979.
A torcida também fez um protesto contra o ataque dos Estados Unidos que matou 168 pessoas, a maioria crianças, em Minab, no sul do país, em fevereiro. Torcedores exibiram uma mensagem em memória às vítimas: Mina168.


