Sobradinho e Capital têm histórico recorrente de confusões em campo
As duas equipes chegaram a propor um “acordo” de paz nas redes sociais, mas o histórico tem sido diferente

Após protagonizarem uma briga generalizada no último domingo (7/6), pelo Candangão Sub-20, Capital e Sobradinho vieram às redes sociais para repudiar, tanto os atos ocorridos, como a violência em campo de forma geral, propondo um “acordo de paz”.
O vídeo, publicado em conjunto entre as agremiações, é uma tentativa de amenizar a possível punição que as equipes podem sofrer após julgamento no TJD-DF.
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Porém, o que se viu nos últimos anos no futebol candango é que, diferente do proposto, os times têm protagonizado diversas brigas e agressões nas competições do Distrito Federal, desde a base até o futebol profissional.
O Metrópoles relembra alguns casos recentes em que as duas equipes se envolveram em confusões nas partidas de categorias profissionais e de base:
Capital
1. Candangão 2026
Durante o penúltimo jogo da primeira fase do Candangão 2026, além da torcida do Coruja acertar o assistente Lucas Modesto com uma garrafa de água, jogadores e comissão técnica do Capital iniciaram uma longa confusão contra a diretoria do Brasiliense logo após o árbitro apitar o fim da partida. Na súmula, a comissão do Jacaré chegou a ser citada também como culpada, mas foi absolvida pelo Tribunal.
2. Confusão entre torcidas na semifinal do Candangão 2025
Após a vitória na semifinal em 2025, frente ao Ceilândia, no JK, torcedores do Capital se direcionaram à torcida visitante e atingiram o ônibus que trouxe os adeptos alvinegros com pedras. Por pouco, os estilhaços não machucaram os integrantes da torcida Camisa 13. O caso foi relato em matéria com imagens, pelo site Distrito do Esporte.
3. Tentativa de invasão no Candangão 2025
No jogo entre Brasiliense e Capital, realizado na Boca do Jacaré, o presidente do Capital, Godofredo Gonçalves, tentou invadir o campo no intervalo, mas foi contido pelos seguranças. A diretoria do Capital se revoltou e outros membros do staff do clube chegaram a tentar invadir o campo, mas foram impedidos novamente.
4. Arremesso de objeto no Candangão 2025
Durante a segunda rodada do certame local do ano passado, na partida contra o Ceilândia, torcedores do Capital jogaram objetos no goleiro Edmar Sucuri, que acabou sendo atingido. O caso foi relatado na súmula pelo árbitro do jogo.
5. Expulsão por xingamentos no Candangão 2026
Uma pessoa ligada ao Capital, que estava portando o uniforme da equipe, foi expulsa no jogo contra o Real Brasília válido pelo Candangão 2026. O motivo? Proferir xingamentos e ameaças contra a arbitragem.
Sobradinho
1. Confusão nas quartas de final do Candangão Sub-20 2025
Na partida de volta das quartas de final do Candangão Sub-20 do ano passado, um atleta do Sobradinho desferiu um soco de maneira proposital contra um jogador do Greval. Depois do golpe, uma briga generalizada se iniciou em campo.
2. Agressão no Candangão Sub-20 2025
Ainda no ano passado, no confronto diante do Gama, o fisioterapeuta do Sobradinho teria ofendido o árbitro e partido para a agressão no intervalo da partida. O caso foi registrado pela arbitragem na súmula da partida.
3. Ofensas no Candangão 2026
No duelo desse ano pelo Candangão, contra o próprio Capital, a diretoria do Sobradinho teve os membros citados na súmula da partida por agredir verbalmente os membros da arbitragem com diversas ofensas e ameaças. O caso aconteceu no intervalo da partida.
4. Expulsão por xingamentos no Candangão Sub-20 2025
No jogo de ida da semifinal do Candangão Sub-20, o fisioterapeuta do Leão da Serra foi expulso por disparar ofensas contra a arbitragem. Mesmo sendo retirado do campo de jogo, o profissional voltou ao gramado e continuou ameaçando o árbitro da partida.
5. Agressão no jogo da volta do Candangão Sub-13 2025
Já na partida da volta do Candangão Sub-13, um jogador do Sobradinho foi expulso após pisar na barriga de um adversário, que estava caído no gramado, com a trava da chuteira.
Julgamento
O caso será julgado pelo TJD-DF nesta sexta-feira (12/6), às 10h, na sede da Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF). Os clubes também podem ser punidos pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva nos Artigos 213, 254-A e 257, com multas de até R$ 120 mil, e perder de um a dez mandos de campo. Já os atletas podem receber uma suspensão de seis a 12 jogos.
Contudo, de acordo com o regulamento da competição, os dois times também podem ser excluídos da competição e proibidos de disputar torneios da categoria pelos próximos dois anos.


