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Pesquisa do Sporting Intelligence divulgada nesta véspera do Dia Internacional da Mulher revelou a disparidade entre os salários pagos a jogadoras profissionais de futebol e os colegas homens. O exemplo mais gritante da falta de isonomia é o caso do brasileiro Neymar Jr., o mais caro jogador da história do esporte.

O salário do craque, hoje de US$ 43,8 milhões anuais, ou R$ 140,55 milhões, é correspondente à soma dos rendimentos de 1.693 jogadoras das sete ligas principais de futebol feminino, na França, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos, Suécia, Austrália e México. A informação é do jornal Extra.

Na Espanha, ainda de acordo com o relatório feito pela Sporting Intelligence, todas as folhas de pagamento da primeira divisão nacional de futebol feminino mal chegam a um décimo do salário de Neymar. Qualquer jogador de um time grande europeu ganha mais do que a soma das remunerações das 10 melhores jogadoras do mundo, que fica em 1,5 milhão de euros.

Essa diferença já foi pauta de manifestações das jogadoras. A goleira norte-americana Hope Solo já entrou na Justiça contra a Federação Americana de Futebol, pela correlação dos salários femininos e masculinos. A seleção dinamarquesa também protestou, deixando de participar em alguns jogos europeus. Mas, até o momento, não houve resultado positivo.

Elas pedem equidade: