Pressão? Seleção italiana de vôlei avalia invencibilidade de 37 jogos
A seleção italiana de vôlei está em Brasília para a disputa da Liga das Nações de Vôlei e defende invencibilidade de 37 jogos
atualizado
Compartilhar notícia

A seleção italiana feminina de vôlei está em Brasília para disputar a 1ª semana da Liga das Nações de Vôlei. Na última quarta-feira (3/6), dia em que a Azzurra venceu a Bulgária por 3 sets a 0, o Metrópoles esteve na Embaixada da Itália a convite do embaixador Alessandro Cortese e conversou com as atletas.
Com a vitória sobre a Bulgária, a seleção italiana conquistou a 37ª vitória consecutiva. A última derrota aconteceu em 1º de junho de 2024, em Macau. Na ocasião, a equipe foi superada pelo Brasil por 3 sets a 2. Capitã da equipe, Carlotta Cambi, comentou se manter essa invencibilidade é vista como uma pressão ou um privilégio.
“Com certeza, existe uma pressão, mas é uma pressão que não pode acabar pesando demais sobre a nossa equipe jovem, porque, nesta primeira etapa da VNL, contamos com muitas jogadoras novas. Por isso, devemos encarar essa responsabilidade como um privilégio e enfrentar cada partida passo a passo. Hoje foi a Bulgária, depois de amanhã será a Holanda. Enfim, para essas meninas não pode haver pressão excessiva”, comentou Cambi.
Em meio a esta longa sequência invicta, as italianas conquistaram três títulos: duas edições da Ligas das Nações e um Campeonato Mundial. Nessas competições, enfrentaram o Brasil em duas ocasiões: na semifinal do Mundial e na final da VNL, ambas em 2025. Cambi também comentou sobre a recepção do público brasileiro, em Brasília.
“Devo dizer a verdade, eles (torcedores) torciam pela Bulgária. Ainda lembravam do ano passado, que foi um desafio importante, a gente ganhou a semifinal contra o Brasil. Mas, devo dizer que fizeram isso (torcer contra) de uma forma muito educada, tranquila, como é de costume no vôlei”, relatou a levantadora.
Estreia e time novo
A Itália iniciou bem a VNL, ao conquistar um 3 x 0 sobre a Bulgária. Ilaria Spirito, líbero da Itália, comentou sobre o resultado positivo.
“Sem dúvida, uma estreia sempre é difícil. Tínhamos muitas jogadoras estreando na equipe, então havia um pouco de tensão. Mas acredito que lidamos bem com isso. Daqui para frente, teremos uma sequência de jogos cada vez mais complicados. O confronto contra o Brasil será o mais difícil desta fase”, declarou.
Para esta etapa do torneio, algumas jogadoras de destaque, como Paola Egonu, Myriam Sylla e Alessia Orro, ficaram fora da convocação. Spirito é uma das três atletas com mais de 30 anos no elenco que veio a Brasília. Ela comentou sobre a decisão do técnico Julio Velasco.
“O objetivo é dar às nossas jogadoras jovens a oportunidade de jogar e disputar partidas em um cenário como este. Depois, as demais atletas se juntarão a um grupo que está se fortalecendo e criando entrosamento”, explicou a jogadora.
Próximos jogos
Ainda no Ginásio Nilson Nelson, a Itália tem mais três compromissos. Nesta sexta-feira (5/6), joga contra a Holanda, e, no sábado (6/6), contra a Turquia. Por fim, no domingo (7/6), faz duelo contra a Seleção Brasileira.
“As brasileiras contam com a equipe completa e, por isso, têm mais experiência. Vamos precisar jogar um excelente voleibol. Mas estamos treinando e trabalhando arduamente. Não chegamos como derrotadas; queremos fazer uma grande partida”, finalizou Cambi.

















